Durão Barroso diz que Reino Unido terá de escolher entre EUA ou China para relações comerciais

Antigo presidente da UE participou no congresso anual da Confederação Empresarial de Portugal, no Centro de Congressos do Estoril, numa intervenção subordinada ao tema "Reinventar a Globalização".

O antigo presidente da Comissão Europeia Durão Barroso disse esta terça-feira estar "convencido" que a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) vai mesmo acontecer, mas que as duas partes vão continuar a ser parceiros económicos próximos.

Durão Barroso falava aos participantes no congresso anual da Confederação Empresarial de Portugal, no Centro de Congressos do Estoril, numa intervenção subordinada ao tema "Reinventar a Globalização".

Questionado sobre o Brexit, Durão Barroso disse estar convencido de vai de facto acontecer e que o voto dos britânicos teve que ver com um conjunto de forças populistas que estão a pôr em causa a globalização. "Uma grande parte da população [britânica] acha que estrangeiros estão a competir com os nacionais", defendeu.

No entanto, Durão Barroso acredita também que a força das relações económicas entre Reino Unido e União Europeia vai fazer com que aquele país se torne um "parceiro muito próximo da UE", embora fora dela.

O antigo presidente do PSD prevê ainda um cenário onde, depois do Brexit, o Reino Unido vai ter de escolher entre um acordo comercial com os Estados Unidos ou com a China, "o grande vencedor da globalização", devido à guerra comercial entre aqueles dois países.

"Pensar que a China vai aceitar toda aquela lista interminável de condições que o Presidente [norte-americano] Trump colocou [para umas tréguas comerciais] é irrealista", afirmou, acrescentando que também a Europa pode ter de vir a escolher, em termos económicos, entre os dois países em guerra comercial e, se isso acontecer, acredita que a opção será pela manutenção da parceria com os Estados Unidos, apesar de a China ser um mercado essencial para a Europa.

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