Duas empresas desta obra já tinham sido acusadas de negligência em dois colapsos

Empresas participaram na construção da ponte que colapsou viram outras duas estruturas destes género cair nos últimos anos

Duas das empresas envolvidas na construção da ponte da Universidade Internacional da Florida (FIU) já foram acusadas de trabalho pouco fiável noutras duas pontes que colapsaram.

Neste momento, depois da queda da ponte em Miami-Dade, ainda são desconhecidos os números de mortos e feridos, mas o senador Bill Nelson já fala em seis a dez mortos.

A Munilla Construction Management foi processada há duas semanas depois do colapso de uma ponte provisória construída como parte de obras de expansão do aeroporto e que ligava Ford Lauderdale ao Aeroporto Internacional de Hollywood. Segundo a acusação, citada pelo Miami New Times, o trabalhador Jose Perez estava a atravessa a ponte, em outubro de 2017, quando esta cedeu à sua passagem.

"Fizeram esta ponte provisória, numa área que era usada por todos os trabalhadores e estava mal feita. Ele [Jose Perez] caiu e ficou seriamente ferido", disse na época a advogada do trabalhador, Tesha Allison. Jose Perez partiu vários ossos e danificou a coluna.

A outra empresa - Figg - esteve envolvida num acidente ainda mais grave. Há seis anos (2012), os trabalhadores estavam a instalar uma secção de 90 toneladas na ponte South Norfolk Jordan quando esta caiu 12 metros, em cima da ferrovia. Quatro trabalhadores sofreram ferimentos, mas os reguladores estatais disseram que por pura sorte não morreu ninguém.

A empresa acabou multada em 28 mil dólares (22 754 euros), pelo Departamento de Trabalho e Indústria da Virgina, refere o Virginian-Pilot. A esta multa, o gestor do projeto, W. Jay Rohleder, respondeu que "o incidente que aconteceu durante a construção afetou apenas equipamento da construção e não a obra final".

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