Donald Trump vaiado em debate republicano

Os outros candidatos acusaram Trump de apresentar soluções "tolas" para a imigração ilegal

A imigração voltou a dividir opiniões no último debate entre os candidatos republicanos à presidência dos Estados Unidos, na terça-feira à noite. Donald Trump destacou-se pela negativa, sendo mesmo vaiado pelo público duas vezes, por defender ideias "tolas", segundo o candidato John Kasich, e pelas atitudes para com os outros candidatos.

Donald Trump tem dividido o país ao defender soluções para resolver o problema da imigração ilegal nos Estados Unidos que incluem a construção de um muro na fronteira entre o país e o México e a deportação de, pelo menos, 11 milhões de pessoas. Apesar das polémicas, continua a ser um dos favoritos entre os republicanos.

John Kasich, governador do Ohio, foi um dos que mais contestou estas ideias durante debate, ao dizer que soluções como as propostas por Trump são "impossíveis e desumanas". "Todos sabemos que não podemos pegar neles e enviá-los de volta para o outro lado da fronteira. É um raciocínio tolo", defendeu o governador, "não é um raciocínio de adulto".

Trump tem já contra si uma lista de celebridades hispânicas que o criticam publicamente, como Antonio Banderas, Ricky Martin, Mark Anthony, Shakira, Alejandro González Iñarritu e o escritor Mario Vargas Llosa. Joe Biden, vice-presidente dos EUA, acusou Trump de ter ideias "xenófobas" e especialistas dizem que a estratégia do empresário afasta os votos da comunidade latina, a comunidade que mais cresce nos EUA neste momento.

Ainda assim, o homem de negócios, que está à frente nas sondagens republicanas até ao momento, parece ter ganho o debate, segundo sondagens online, com 42% dos votos. Outra sondagem, do Wall Street Journal deu a vitória ao senador da Flórida Marco Rubio, com 29% dos votos.

No quarto debate das primárias republicanas, onde participavam os oito candidatos do partido à presidência do país, o aumento do salário mínimo foi também uma questão controversa.

Donald Trump deixou mais uma vez claro que não aumentará o salário mínimo de 7,25 dólares por hora para 15 dólares, porque isso "prejudicaria a competitividade económica da América".

"Temos sido um país grande em todas as frentes e agora não ganhamos. Os impostos são muito altos, os salários são muito altos. Não podemos competir com o mundo", disse o empresário, que também se gabou de ter construído "empresas inacreditáveis que valem mil milhões de dólares", enquanto respondia a John Kasich. A atitude do empresário valeu-lhe uma vaia pública por parte do público.

Também Ben Carson e Marco Rubio afirmaram que não vão subir o salário mínimo no país se chegarem à Casa Branca.

"Não aumentarei, porque quero estar seguro de que as pessoas podem entrar no mercado laboral", disse o neurocirurgião e segundo nas sondagens relativas às primárias dentro do Partido Republicano. Ben Carson defendeu que um aumento de salários levaria a um aumento do desemprego.

Para Marco Rubio, senador da Flórida, tal aumento seria "um desastre". O senador lembrou o seu passado como filho de pais imigrantes para justificar as suas posições.

O debate entre os aspirantes republicanos à nomeação para a Casa Branca foi organizado pela Fox Business e The Wall Street Journal e nele participaram os oito pré-candidatos republicanos melhor posicionados nas sondagens.

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