Dois antigos dirigentes do banco do Vaticano condenados a prisão

Os dois tinham sido demitidos em 2013, após o desaparecimento de 23 milhões de euros do banco

Dois antigos dirigentes do banco do Vaticano (IOR) foram hoje condenados a quatro meses e 10 dias de prisão por violarem as normas contra a lavagem de dinheiro em transações financeiras feitas em 2010.

O Ministério Público tinha pedido um ano de prisão para o antigo diretor-geral Paolo Cipriani e dez meses para o vice-diretor Massimo Tulli.

Os dois foram demitidos em 2013, após uma investigação que teve início em 2010 após o desaparecimento de 23 milhões de euros propriedade Instituto para as Obras da Religião (IOR), como é conhecido o banco do Vaticano, após movimentos suspeitos para Itália e Alemanha.

Durante o julgamento, o procurador Stefano Rocco Fava enfatizou que o banco do Vaticano foi sempre visto como um "lugar para ocultar a origem ilícita do dinheiro", porque o Instituto para as Obras da Religião nunca forneceu informações precisas aos bancos italianos com os quais trabalhava.

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