Dirigentes cipriotas grego e turco vão recomeçar negociações de paz

Líderes vão encontrar-se pessoalmente, segundo emissário da ONU, para tentar unir a ilha dividida há 40 anos

Os dirigentes cipriotas grego e turco acordaram recomeçar as negociações de paz para reunificar a ilha mediterrânica dividida há mais de 40 anos, anunciou hoje o emissário da ONU para Chipre.

A anterior sessão de negociações, a 22 de novembro, na Suíça, fracassou.

A decisão do presidente de Chipre, Nicos Anastasiades, e do dirigente cipriota turco Mustafa Akinnci de voltar à mesa das negociações foi tomada durante um jantar na quinta-feira organizado pela ONU em Nicósia.

"Os dois dirigentes decidiram imediatamente retomar as suas negociações", precisou a ONU num comunicado.

Vão encontrar-se pessoalmente em Genebra a 9 de janeiro e comprometeram-se a apresentar a 11 de janeiro mapas sobre a partilha territorial das duas entidades que devem constituir o futuro Estado federal reunificado.

A partir de 12 de janeiro, será convocada uma conferência sobre Chipre na qual participarão os Estados que garantem a segurança da ilha: Grécia, Turquia e Reino Unido.

Atenas saudou hoje o recomeço das negociações e anunciou que vai "intensificar as ações diplomáticas no quadro da União Europeia para que haja uma convergência de pontos de vista sobre a questão crucial da segurança e garantias".

Chipre está dividida desde que o exército turco invadiu em 1974 a parte norte da ilha em reação a um golpe de Estado visando ligar o país à Grécia e que preocupava a minoria turcófona da ilha. A invasão foi seguida de significativas deslocações de população.

A República de Chipre, membro da UE desde 2004, apenas exerce autoridade sobre a parte sul da ilha, onde vivem os cipriotas gregos. Os cipriotas turcos habitam a autoproclamada República Turca do Chipre do Norte, apenas reconhecida por Ancara.

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