Descarrilamento de comboios em Itália faz três mortos e uma centena de feridos

Operações de socorro ainda decorrem.

Três pessoas morreram e uma centena ficou ferida, na sequência do descarrilamento de um comboio esta quinta-feira, à entrada da cidade de Milão, segundo os serviços de emergência locais. O balanço mais recente indica que dez dos feridos estão em situação grave.

O descarrilamento, cujas causas ainda não são conhecidas, ocorreu cerca das 07:00 (06:00 de Lisboa) nos arredores de Milão e provocou cerca de cem feridos ligeiros, segundo Cristina Corbetta, porta-voz dos serviços de emergência.

As equipas de socorro continuam no interior das carruagens para encontrar mais passageiros. Um dos vagões está deitado na linha.

Os feridos estão a ser assistidos num campo a dez metros do local do acidente, encontrando-se também três helicópteros para evacuar as vítimas.

De acordo com depoimentos recolhidos pelos meios de comunicação italianos, o comboio "começou a tremer fortemente, como se passasse por cima de pedras, depois houve uma travagem forte e o comboio descarrilou".

O Ministério Público de Milão abriu um inquérito e, segundo relatos os média, os investigadores já estou a interrogar o maquinista do comboio.

O acidente ocorreu perto de Segrate, nos subúrbios a nordeste de Milão, uma das últimas paragens antes da chegada a Milão. Este comboio regional saiu de Cremona às 05:32 da manhã (04:32 em Lisboa) e a chegada estava prevista para as 07:24 (06:24 em Lisboa).

A maioria dos passageiros seguia para o trabalho, havendo também estudantes a bordo do comboio.

O comboio, composto por seis ou oito vagões, de acordo com a comunicação social, pertence à empresa regional Lombardia Trenord, de propriedade do grupo público Trenitalia e Ferrovie Nord Milano FNM, uma empresa ferroviária que opera principalmente no norte da península.

Por volta das 08:00 (07:00 em Lisboa), a Trenord informou os passageiros da interrupção do serviço devido a um "problema técnico num comboio".

(Última atualização: 11:10. Imprensa italiana, que avançara a existência de quatro mortos, recuou e voltou a noticiar a existência de três vítimas mortais)

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