Deputados do Rio decidem que podem ter porte de arma

Projeto que permite aos parlamentares transportar pistolas no exercício ou não das funções precisa ainda de ser ratificado pelo governador Wilson Witzel, um entusiasta da ideia

Os deputados do Rio de Janeiro votaram por 44 votos contra 11 e duas abstenções o projeto que lhes permite andarem armados nas ruas. Cabe agora ao governador Wilson Witzel aprovar ou rejeitar o projeto.

Dado que Witzel, logo a seguir a ser eleito, disse que "a polícia agora vai passar a mirar na cabecinha e... fogo", é muito provável que avalize o projeto. Mais: foi Márcio Pacheco, líder parlamentar do seu partido, o PSC, quem propôs a introdução dos deputados, e também dos auditores fiscais, na proposta inicial, que autorizava apenas o porte de armas para agentes de segurança que trabalham em casas de abrigo de menores infratores.

Luiz Paulo, deputado do PSDB, chamou o projeto final de "frankenstein" porque fugiu à proposta inicial. "O projeto virou um guarda-chuva perfurado de balas por todos os lados, chamo a uma reflexão ao que está acontecendo no país, há dias, uma família levou 80 tiros indo a um chá de bebé, temos que refletir se mais armas significa mais segurança".

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