Demissão de ministro da Economia é um golpe duro para governo Abe

O primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe, sofreu ontem um golpe no seu plano económico com a demissão do ministro da Economia. Akira Amari decidiu interromper a atividade política uma semana depois de ter sido acusado de corrupção pela imprensa.

Amari anunciou a sua demissão numa conferência de imprensa mas negou ter agido de forma ilegal. O ministro da Economia japonês pediu desculpa por causar "preocupação e problemas" e por colocar em risco a confiança da população no governo de Abe. "O Japão está finalmente a sair da deflação. Para criar uma economia forte precisamos de aprovar algumas leis essenciais no parlamento e todos os obstáculos devem ser eliminados. Eu não sou uma exceção" disse Amari, de 66 anos, durante a conferência de imprensa.

A revista japonesa Weekly Bunshun revelou que Amari e os seus assessores terão aceitado um suborno de 12 milhões de yenes (93 mil euros) de uma empresa de construção.

Ministro da economia desde 2002, Amari era considerado o homem-chave do governo do primeiro-ministro Abe e um dos arquitetos do plano económico - Abenomics - pensado para tirar o Japão de uma deflação que nas últimas duas décadas tem mantido a economia japonesa estagnada.

De acordo com Mariko Oi, correspondente da BBC em Tóquio, as políticas fiscais e as reformas estruturais do novo plano económico de Abe não convenceram muita gente e a demissão do ministro da economia vem levantar ainda mais questões relativamente aos projetos do primeiro-ministro japonês: "É, provavelmente, o maior escândalo que a administração de Abe já enfrentou"

O sucessor para de Amari no cargo será Nobuteru Ishihar, antigo ministro do Ambiente.

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