De Cavaco Silva a Marcelo: condolências e repúdio pelo ataque em Paris

Líderes portugueses também já enviaram condolências ao presidente francês, François Hollande, e repudiaram o ataque em Paris.

"Foi com grande consternação que tomei conhecimento dos hediondos ataques terroristas, hoje, em Paris, e da perda trágica de um elevado número de vidas", escreveu o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, na mensagem dirigida ao seu homólogo francês e divulgada no site da Presidência da República. Em seu nome pessoal e do povo português, o Presidente enviou sentimentos de "sentido pesar e da mais sincera solidariedade" a Hollande, às famílias enlutadas e a todo o povo francês. "Peço-lhe que aceite, Senhor Presidente, a expressão da minha elevada consideração e estima pessoal", conclui o chefe de Estado português.

Também o primeiro-ministro enviou uma mensagem a Hollande. "Tendo tomado conhecimento dos atentados, esta noite, ocorridos em Paris, quero expressar, em meu nome pessoal, do meu Governo e do Povo português, a Vossa Excelência, às famílias enlutadas e a todo o Povo francês, as mais sentidas condolências e a mais sincera solidariedade face aos trágicos acontecimentos que assolaram a França." Assim começava a mensagem enviada por Pedro Passos Coelho ao Presidente francês, salientando que "Portugal repudia firme e veementemente toda a forma de terrorismo" e oferecendo o apoio, solidariedade e colaboração do Estado português "para fazer face a este flagelo que ameaça os nossos valores, as nossas convicções e as nossas sociedades".

O secretário-geral socialista optou por enviar mensagens a François Hollande e ao primeiro-ministro, Manuel Valls, manifestando a sua solidariedade para com o povo francês perante os ataques de Paris. "Manifesto a minha solidariedade com o povo francês e as suas autoridades perante os ataques terríveis desta noite", escreveu António Costa na sua mensagem.

Poucos minutos depois da meia-noite, nova mensagem de Portugal, agora de dois candidatos presidenciais. Marcelo Rebelo de Sousa escreveu: "Face aos incompreensíveis atentados registados em Paris na noite de 13 de Novembro, urge uma palavra veemente de repúdio contra a violência perpetrada por mãos criminosas. O terrorismo selvagem contra vidas inocentes não tem explicação, não tem desculpa, não merece comiseração. Nesta hora difícil, em que ainda não se conhece em toda a extensão a gravidade deste ataque, deixo uma palavra de solidariedade ao povo francês e a todos os portugueses que vivem em França. A violência pela violência, o terror pelo terror, não são aceitáveis. Não nos poderemos deixar condicionar pela ameaça. Os valores da tolerância, da democracia e do humanismo serão sempre mais fortes."

Mais conciso, Sampaio da Nóvoa não deixou de transmitir a sua solidariedade: "O terrorismo atingiu Paris esta noite. Enquanto aguardamos mais informações sobre o sucedido, não posso deixar de manifestar a minha consternação e de transmitir desde já toda a solidariedade e pesar a França e aos nossos concidadãos europeus face a mais um atentado à liberdade e aos valores universais que todos partilhamos."

Outras mensagens de condolências de Portugal

Dirigentes do partido Livre, através da página oficial no Facebook: "Contra o terror: solidariedade, defesa dos direitos humanos e dos valores universais. O Livre está com os nossos concidadãos europeus de Paris. Liberdade, Igualdade, Fraternidade."

Catarina Martins e Marisa Matias, Bloco de Esquerda: Expressamos "pesar pelas vítimas dos atentados em Paris." "Estes atentados são uma forma de lembrar que "a Europa tem tido sempre as piores das respostas a todos os conflitos". Neste momento, não se pode dar "outra resposta que não seja a da solidariedade e não a dos ódios. Esta é a única resposta da paz e dos direitos humanos". "Nunca se faz caminho através do ódio. Muito menos se faz o caminho se se construir muros em vez de se aplicar a conceção tão básica da humanidade e da dignidade". Pelo contrário, há que perceber "as causas e razões destes atentados" e trabalhar-se para "acabar com o terrorismo".

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