Dan Brandon morreu asfixiado pela pitão de estimação

A vítima tinha dez cobras e doze tarântulas no quarto

Dan Brandon, um apreciador de animais exóticos, morreu asfixiado aos 31 anos pela pitão de estimação, uma pitão-africana de 2,4 metros, na casa em que vivia com os pais, em Church Crookham, Hampshire, no Reino Unido. A conclusão foi do médico legista Andrew Bradley, durante a sessão no tribunal que se seguiu ao inquérito devido à morte suspeita da vítima, no ano passado.

Segundo o The Guardian, Babs Brandon, a mãe da vítima, contou em tribunal que no dia 25 de agosto de 2017, quando estava a cozinhar, ouviu o som de algo a estalar vindo do quarto do filho. Quando chegou, o filho estava morto e a pitão, que fora batizada ironicamente de Tiny (pequenina), estava escondida por perto.

Dan Brandon tinha uma paixão por animais exóticos e, para além de Tiny, viviam no seu quarto mais nove cobras e doze tarântulas. A pitão, que Brandon tinha desde os 15 anos, tornava-se agressiva ocasionalmente, contou a mãe do jovem, que agora toma conta dos animais.

John Cooper, o veterinário que esteve no quarto após a morte de Brandon e examinou a pitão, admitiu ter ficado impressionado com a maneira como o homem tratava as cobras. "Ele era um herpetólogo especializado que tomava conta dos seus répteis e mantinha uma boa relação com os animais", afirmou o veterinário, citado pelo The Guardian.

Cooper disse também que é raro cobras adotadas como animais de estimação causarem ferimentos graves, mas referiu que já tinha sido atacado por uma pitão-africana.

A autópsia revelou que a vítima tinha os pulmões quatro vezes mais pesados do que o normal, uma costela fraturada e tinha sofrido hemorragias num dos olhos, o que indica uma possível asfixia. Apesar de tudo, não havia marcas à volta do pescoço ou do peito.

Em tribunal, o médico legista Andrew Bradley disse não acreditar que a pitão tivesse intenção de agredir o dono, mas não tem dúvidas de que a serpente se enrolou à volta do corpo de Brandon. "Houve um momento em que ou ela o agarrou ou o fez tropeçar. Depois afastou-se talvez com o choque da queda dele, ou o choque da reação do dono. Tenho de aceitar que a Tiny foi instrumental na morte do Dan", explicou. "Ele foi asfixiado como resultado do contacto com a Tiny".

À saída do tribunal, a mãe da vítima disse ao The Guardian que revive constantemente a noite da morte do filho. "Tudo o que a nossa família queria eram respostas às nossas questões e não tenho ideia se já as temos ou se algumas vez teremos", lamentou.

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