Premium Da China à França. Bolsonaro declara guerra ao mundo

Ainda antes da tragédia da Amazónia, o presidente do Brasil já causava atritos com o mundo árabe, com a China e com o Irão. Com Cuba e com a Venezuela. Com o Chile e a Argentina. Com a França, a Alemanha e a Noruega. Só com os EUA, ou melhor, com Trump o alinhamento é total.

"Não temos preconceito contra ninguém, mas temos uma profunda repulsa por quem não é brasileiro", disse Jair Bolsonaro, no dia 23 de julho durante a inauguração de um aeroporto na Bahia. A frase do presidente, proferida a meio de um dos habituais ataques a Organizações não Governamentais (ONG) de preservação ambiental, ganha atualidade numa altura em que o governo do Brasil acumula atritos com o mundo, nomeadamente com o presidente francês Emmanuel Macron.

Macron disse nas últimas horas que espera que o Brasil "tenha rapidamente um presidente que se comporte à altura do cargo". Antes, Bolsonaro reagira a um comentário de um apoiante numa rede social, que exaltava a suposta beleza de Michelle Bolsonaro por contraste com Brigitte Macron, nos seguintes termos - "kkkkkk [sinal de gargalhada], não humilha cara". Pelo meio, o ministro da Educação brasileiro, Abraham Weintraub, chamou o chefe de Estado francês de "calhorda, oportunista e cretino".

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