Cresceu numa prisão paquistanesa. Aos seis anos, Malaika chegou ao Reino Unido

A mãe Khadija Shah foi apanhada no aeroporto Benazir Bhutto de Islamabad, em 2012, com cerca de 3,4 milhões de euros de heroína. Quando foi detida estava grávida de seis meses de Malaika.

Tem seis anos e passou toda a sua vida na prisão paquistanesa de Adiala, em Rawalpindi, na província de Punjab, depois de a sua mãe, britânica, ser condenada por tráfico de droga. Agora, Malaika foi libertada e devolvida ao Reino Unido, país que nunca conheceu.

A mãe, Khadija Shah, de 32 anos, natural de Birmingham, foi apanhada no aeroporto Benazir Bhutto de Islamabad em maio de 2012 com cerca de 3,4 milhões de euros de heroína. Escapou por pouco à pena de morte. Quando foi presa, estava já grávida de seis meses e acompanhada pelos seus outros dois filhos, de quatro e cinco anos. As duas crianças mais velhas regressaram ao Reino Unido quatro meses e meio após a detenção, e ficaram sob guarda da avó materna.

As autoridades britânicas, citadas pelo Guardian , confirmaram que a rapariga de seis anos está há três semanas no Reino Unido. Sabe-se apenas que estará na região de West Midlands.

Khadija Shah tem contestado a sua pena, alegando que é inocente e que lhe pediram numa casa de hóspedes em Islamabad para transportar as malas onde a heroína foi encontrada. A britânica tem recebido apoio legal da organização defensora dos direitos humanos Reprieve. Shahzad Akbar, que em 2014 era membro da Reprieve e advogado de Shah, afirmava então: "A pessoa que Khadija achava ser seu namorado, um britânico, que a trouxe para o Paquistão, pediu-lhe que levasse as malas. Ela deu-lhes detalhes sobre ele. A agência antinarcóticos parece só estar interessada em apanhar quem transporta - mulheres e crianças - e não está atrás do responsável."

"A Malaika gosta de brincar com embalagens vazias de alimentos. Normalmente tento manter o nosso redor limpo. Se a Malaika não estivesse aqui, eu estaria louca. As coisas são muito duras. Ela mantém-me forte. Continuo a amamentar", contou Khadija Shah em 2014.

Conhecida pelo perigo das suas condições nada higiénicas, há na prisão de Adiala registos de pragas de insetos, sobrelotação, e de um surto de tuberculose.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG