Coreia do Sul propõe a Coreia do Norte tirar artilharia da fronteira

Conversações surgem dias após Donald Trump admitir fim dos exercícios com tropas dos EUA na península coreana.

A Coreia do Sul propôs que a Coreia do Norte mova sua artilharia de longo alcance para longe das fronteiras, reduzindo as tensões nas negociações militares de alto nível de quinta-feira, revelou este domingo fonte do governo de Seul.

Durante o diálogo militar, o primeiro em mais de uma década, Seul fez uma série de sugestões a Pyongyang, incluindo a realocação de unidades de artilharia a 30 ou 40 quilómetros da linha de demarcação militar que divide os dois países, disse a mesma fonte em declarações à agência de notícias sul-coreana Yonhap, segundo a EFE.

A Coreia do Sul transmitiu ao Norte a necessidade de "elaborar medidas para reduzir drasticamente as tensões militares, eliminando ameaças práticas", agora que Pyongyang está a tentar desnuclearizar o país com Washington, disse a autoridade.

De acordo com o Livro Branco de Defesa de Seul de 2016, Pyongyang tem cerca de 14 100 peças de artilharia, incluindo cerca de 5500 lançadores múltiplos de foguetes, a maioria dos quais está localizada perto da fronteira e ameaça a área metropolitana de Seul.

A Coreia do Norte possui vários sistemas de foguetes, incluindo obuses de 170 mm de diâmetro, múltiplos lançadores de foguetes de 240 mm e terminais de longo alcance de 300 mm capazes de atingir as principais instalações militares dos EUA no território sul-coreano.

Durante o diálogo militar de alto nível de quinta-feira, o primeiro que os dois países realizaram desde 2007, Seul e Pyongyang concordaram em restaurar suas linhas ocidentais e orientais de comunicação.

Na reunião, as duas Coreias também trocaram opiniões sobre a desmilitarização da aldeia de Panmunjom e concordaram em implementar na íntegra um acordo bilateral alcançado em 2004 para evitar confrontos acidentais no Mar Amarelo.

As conversações militares desta semana tiveram como objetivo acompanhar os acordos alcançados pelo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano Kim Jong-un, a 27 de abril.

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