Coreia do Norte diz ter testado com sucesso 'bomba H'

A Coreia do Sul pede uma "punição forte" para o país e China condena "vigorosamente

A Coreia do Norte anunciou ter testado, com sucesso, uma bomba de hidrogénio desenvolvida para ser instalada num míssil balístico intercontinental. A detonação causou um abalo semelhante a sismo de intensidade 6,3 - cinco a seis vezes mais potente do que aquele que foi provocado pelo teste anterior.

O ensaio nuclear, o sexto e mais poderoso do país, realizado cerca de um ano depois do último, surge numa altura de tensão entre o país liderado por Kim Jong-un e os vizinhos Coreia do Sul e Japão, mas sobretudo com os Estados Unidos, liderados por Donald Trump - com uma escalada de trocas de ameaças. E é inevitável que seja visto como uma provocação, nomeadamente pelo desenvolvimento de armas capazes de atingir território dos Estado Unidos.

A condenação internacional não se fez esperar, com a Coreia do Sul a pedir uma "punição forte" para o país - Seul diz mesmo que os EUA estão a equacionar todas as opções. A China já condenou vigorosamente, bem como a Rússia, que apelou também ao diálogo. O presidente francês, por seu lado, quer comunidade internacional a reagir "com maior firmeza".

O anúncio do "total sucesso" do teste de uma bomba de hidrogénio, conhecida como 'bomba H', foi feito pela pivô da televisão estatal norte-coreana, horas depois de Seul e Tóquio terem detetado uma invulgar atividade sísmica na Coreia do Norte. Segundo a KCTV, o ensaio nuclear, o sexto conduzido pelo regime de Pyongyang, foi ordenado pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un.

O anúncio tem lugar depois de, na noite de sábado, a agência oficial norte-coreana KCNA ter garantido que a Coreia do Norte conseguira desenvolver com êxito uma bomba de hidrogénio passível de ser instalada num míssil balístico intercontinental (ICBM).

A KCNA divulgou então uma fotografia de Kim Jong-un junto a uma suposta 'bomba H', acompanhado por cientistas nucleares e altos oficiais do Departamento da Indústria de Munições do Partido dos Trabalhadores, apesar de, como é habitual, não ter facultado detalhes sobre o local nem a data do acontecimento.

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