Coreia do Norte ameaça Washington com ataque nuclear em novo vídeo de propaganda

Vídeo de propaganda mostra a capital americana a ser atingida por míssil: "Depende de vocês se a nação chamada EUA existe neste planeta ou não"

A Coreia do Norte difundiu hoje um novo vídeo de propaganda no site DPRK Today, no qual mostra um ataque nuclear a Washington e ameaça o vizinho do sul de um "ataque militar sem perdão", por ter caluniado o seu líder, Kim Jong-un.

Intitulado "A última hipótese", o vídeo de quatro minutos, difundido por Pyongyang, mostra um míssil nuclear, disparado de um submarino, a devastar Washington, e uma bandeira norte-americana em chamas.

O final do filme mostra um míssil, que surge das nuvens, regressando à terra para cair em frente do Lincoln Memorial, monumento de honra ao 16.º presidente dos Estados Unidos, na capital norte-americana.

O Capitólio (sede do congresso norte-americano) explode e uma mensagem aparece na tela, em coreano: "Se os imperialistas norte-americanos provocarem-nos um bocadinho, nós atacá-los-emos com a nossa força nuclear". Lê-se ainda, segundo o The New York Times: "Os EUA têm de escolher! Depende de vocês se a nação chamada EUA existe neste planeta ou não."

A Coreia do Norte difundiu vídeos semelhantes no passado, incluindo um, em 2013, no qual se via a Casa Branca no visor da arma de um atirador, assim como a explosão do Capitólio.

Depois do quarto ensaio nuclear do Norte, a seis de janeiro, o clima agravou-se na península, com Kim Jong-un a ameaçar realizar novos testes nucleares e lançamentos de mísseis, em resposta às manobras militares entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

Além disso, a artilharia do Exército Popular da Coreia fez hoje um "ultimato" à presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, exigindo que esta peça desculpas pelas declarações feitas em Seul sobre a possibilidade de "decapitar" a liderança norte-coreana.

"Se a traidora Park Geun-Hye e o seu bando não responderem... a artilharia de longo alcance do exército coreano" lançará "uma ação militar sem perdão", assegura um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial da Coreia do Norte, KCNA.

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