Coreia do Norte acusa CIA e serviços secretos sul-coreanos de tentarem matar Kim Jong-un

Ministro da segurança do Estado de Pyongyang denunciou tentativa de ato terrorista com recurso a armas bioquímicas

A Coreia do Norte acusou esta sexta-feira a CIA e os serviços de inteligência da Coreia do Sul de planearem um ataque contra a "liderança suprema" de Pyongyang com uma arma bioquímica, alertando que tal "sonho" nunca terá sucesso.

As tensões na península coreana intensificaram-se nas últimas semanas, adensadas sobretudo pela possibilidade de que a Coreia do Norte possa conduzir o sexto teste de míssil balístico, desafiando as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

O ministro da segurança de Estado da Coreia do Norte divulgou um comunicado dizendo que o último esforço dos "imperialistas" norte-americanos e da Coreia do Sul tinha "ultrapassado os limites".

"A Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA e o serviço de inteligência da Coreia do Sul, viveiro de maldosos no mundo, conjeturou um plano malvado para prejudicar a liderança suprema da Coreia do Norte e aqueles atos chegaram a uma fase extremamente grave de implementação, depois de atravessarem o limiar da Coreia do Norte".

A declaração do ministro foi citada pela agência de notícias da Coreia do Norte, a KCNA, e acrescenta que um "grupo odiosos de terroristas" do qual fazem parte a CIA e agentes secretos de Seul foi detetado, tentado utilizar uma "substância bioquímica" num ato de terrorismo contra o líder de Pyongyang, Kim Jong-un.

A embaixada dos EUA em Seul e os serviços de inteligência da Coreia do Sul não se disponibilizaram para comentar. O exército norte-americano referiu apenas que o diretor da CIA, Mike Pompeo, visitou a Coreia do Sul esta semana e reuniu-se com o seu homólogo sul-coreano.

Segundo a KCNA, os serviços de inteligência de Washington e Seul, "ideologicamente corruptos", subornaram um norte-coreano com o apelido Kim e tornaram-no um "terrorista cheio de repugnância e vontade de vingança contra a liderança suprema da República Popular Democrática da Coreia". Este homem terá sido pago em duas ocasiões, recebendo 20 mil dólares - cerca de 18 mil euros - e deveria ter atacado Kim Jong-un durante uma parada militar após a deslocação do líder ao Palácio do Sol de Kumsusan, onde se encontra o túmulo de Kim Il-sung, o "fundador" da Coreia do Norte.

"Disseram-lhe que o assassínio através do uso de substâncias bioquímicas, incluindo substâncias radioativas e venenosas, é o melhor método e que dispensa o acesso ao alvo, sendo que os resultados letais aparecem depois de seis ou doze meses", revela o comunicado do ministro da segurança de Estado.

A Coreia do Norte realizou a parada militar anual, com exibição de mísseis e supervisionada por Kim Jong-un, no passado dia 15 de abril.

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