Condutor da Uber confessa ter matado seis pessoas no intervalo de serviços

Jason Dalton admitiu ter disparado contra oito transeuntes em três locais diferentes na cidade de Kalamazoo, no Michigan.

As causas continuam a ser desconhecidas, mas três anos depois de detido, um condutor da Uber assumiu esta segunda-feira em tribunal que matou seis transeuntes a tiro durante três ocasiões em que circulava sem clientes na cidade norte-americana de Kalamazoo.

Assumindo-se culpado de assassínio e tentativa de homicídio, momentos antes de os advogados de defesa e acusação começarem a entrevistar potenciais jurados, Jason Dalton tornou possível a aplicação de uma sentença de prisão perpétua sem direito a liberdade condicional, noticiou o jornal britânico Guardian.

Dalton, de 48 anos, respondeu afirmativamente a várias questões colocadas pelo juiz, desde logo que assumia de forma voluntária a prática daqueles atos.

"Todos queremos saber" as razões que levaram o condutor da Uber a disparar contra os oito estranhos e que continuam por explicar, afirmou o procurador do caso, Jeff Getting.

Quatro mulheres foram mortas no exterior de um restaurante, enquanto um homem e o filho de 17 anos foram atingidos enquanto viam uma carrinha num stand de automóveis.

Sobreviveram uma rapariga de 14 anos, atingida na cabeça junto ao restaurante onde morreram as quatro mulheres, e uma pessoa não identificada que foi ferida junto a uma área residencial.

O assassino confesso foi considerado mentalmente são para ir a julgamento, após afirmar à polícia que naquele dia estava a ser controlado por uma "figura diabólica" através da aplicação da Uber.

Dalton tinha desistido há uma semana de invocar a insanidade mental como argumento de defesa.

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