Com receio de novo foco, China impõe restrições nas viagens a província de Jilin

A China impôs restrições a deslocações à província de Jilin, no nordeste do país, num esforço para conter a propagação do novo coronavírus, depois de serem diagnosticados vários casos nos últimos dias.

"A situação é séria e há o risco significativo de maior disseminação", advertiu Gai Dongping, vice-presidente da câmara da cidade de Jilin.

Jilin suspendeu comboios de passageiros para a província e os residentes são submetidos a testes de despistagem do vírus e só podem sair 48 horas após testarem negativo, segundo a emissora estatal CCTV.

Uma equipa do governo central chegou esta quarta-feira à cidade de Shulan, naquela província, onde se acredita que uma cadeia que originou 16 infeções tenha começado. Shulan é o único local na China em nível de alerta máximo para a Covid-19.

Várias grandes cidades do nordeste da China, incluindo Harbin e Dalian, também anunciaram requisitos adicionais de testes e quarentena para viajantes oriundos de Shulan.

Entretanto, todos os espaços públicos foram encerrados em Shulan e ainda foi ordenado a todos os residentes que ficassem em casa exceto em "circunstâncias" anormais. Os estudantes vão voltar a ter aulas online, os transportes públicos foram suspensos e os táxis não podem sair da cidade.

A China identificou, nas últimas 24 horas, seis novos casos de contágio local pelo novo coronavírus em Jilin, que faz fronteira com a Rússia e a Coreia do Norte, e onde na última semana foram detetados cerca de trinta casos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG