CNN divulga vídeo dos irmãos Abdeslam numa discoteca em Bruxelas

Brahim Abdeslam, claramente visível, dança com um cigarro na mão e conversa animadamente com uma rapariga loira, enquanto Salah, o seu irmão mais jovem e de "sweatshirt" cor de laranja, também se diverte com um grupo de amigos.

A cadeia televisiva norte-americana CNN divulgou hoje um vídeo dos irmãos Abdeslam, Brahim e Salah, presumíveis autores dos ataques de Paris em novembro, onde ambos se divertem numa discoteca de Bruxelas.

O vídeo é datado de 8 de fevereiro de 2015, apenas oito meses antes de Brahim perpetrar o ataque bombista suicida num café da capital francesa, no decurso dos múltiplos atentados que provocaram 130 mortos e centenas de feridos em Paris.

Salah, membro da célula terrorista do grupo Estado Islâmico (EI), que reivindicou os atentados, foi o único que sobreviveu aos ataques e esteve vários meses em fuga até ser detido há duas semanas na capital belga.

Dois amigos, que filmaram o vídeo hoje divulgado pela cadeia televisiva norte-americana, estiveram com Salah e Brahim nessa noite de fevereiro de 2015 e contaram a sua história à CNN, na condição de ocultarem as suas identidades.

Com nomes falsos, "Karim" e "Rachid" asseguraram à cadeia que Brahim era o mais sério dos dois irmãos, enquanto Salah era um amante da diversão.

"Eram boa gente. Suponho que se poderia dizer que viveram a vida ao máximo", disse "Rachid" à CNN, ao que "Karim" acrescentou ter sido testemunha das suas piadas, dos seus jogos de cartas e de outros divertimentos.

"Em qualquer caso, [Salah] gostava de mulheres. Era uma espécie de mulherengo, e em dada altura ouvi dizer que tinha uma noiva", acrescentou.

Ao recordar os acontecimentos do último ano, os dois amigos consideram que, após essa noite, os irmãos Abdeslam começaram a mudar.

"Essa foi a última vez que os vi beber. Brahim começou a ser mais religioso. Assistia às orações de sexta-feira na mesquita, e também rezava em casa", explicou "Rachid".

No entanto, os dois amigos asseguraram não terem tomado consciência da transição dos irmãos em direção ao radicalismo, e acrescentaram que foram interrogados no âmbito das investigações policiais em torno dos atentados.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.