Cinco portugueses vigiados por serviços secretos franceses

Vigilância aumentou depois dos atentados de 13 de novembro em Paris

Cinco cidadãos com nacionalidade portuguesa estão a ser vigiados pelos serviços secretos franceses, vigilância essa que será ainda mais apertada desde os atentados de 13 de novembro em Paris. O número até poderá ser maior, mas em caso de dupla nacionalidade, a França considera como sendo cidadão do seu país, não sendo divulgada a origem da família nas listas de segurança do Estado.

Os cinco cidadãos em causa residem nos arredores de Paris, segundo o Expresso. O semanário escreve que as pessoas em causa são principalmente homens entre os 18 e 28 anos, "filhos de famílias emigradas, em geral católicas, e que se radicalizaram por influência de pregadores radicais em fóruns online ou em mesquitas da periferia da capital".

Fonte da investigação de Lisboa disse ao Expresso que pelo menos dois jovens extremistas com nacionalidade portuguesa regressaram a Paris nos últimos meses - depois de terem viajado para locais do Estado Islâmico - e "um deles tem merecido mais atenção, já que não se percebeu bem onde realmente se encontra".

Mais 150 extremistas estão a cumprir pena de prisão em França, mas entre eles não se encontra, alegadamente, nenhum português ou lusodescendente, segundo o Expresso.

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