Trump e Kim Jong-un na Casa da Paz?

Presidente norte-americano fez a sugestão no Twitter

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu hoje que a esperada cimeira com o seu homólogo norte-coreano, Kim Jong-un, poderia realizar-se em Panmunjom, na fronteira entre as duas Coreias.

Na sua conta na rede social Twitter, Trump disse que vários países "estão a ser considerados para receber a CIMEIRA", pelo que questionou se "seria a Casa da Paz, na fronteira da Coreia do Norte e da Coreia do Sul, um sítio mais Representativo, mais Importante e mais Duradouro que um país terceiro?".

"Só pergunto!", escreveu Trump, que, no sábado, anunciou que a reunião com Kim se realizará dentro de "três ou quatro semanas".

A Casa da Paz, um edifício situado na chamada Zona Desmilitarizada Conjunta, foi o lugar em que se encontraram na semana passada Kim Jong-un e o seu homólogo sul-coreano, Moon Jae-in, na primeira cimeira entre os líderes das duas Coreias em 11 anos.

Foi na Casa da Paz, uma estrutura de vidro e betão, na parte sul de Panmunjom, onde foi assinado o armistício que colocou fim à guerra da Península da Coreia (1950-1953)

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Com a sugestão da Casa da Paz, é a primeira vez que o Presidente dos Estados Unidos se pronuncia sobre um lugar exato para a celebração da histórica cimeira, uma vez que antes apenas tinha aludido a "dois ou três locais" que estavam a ser considerados.

Vários países, como a Tailândia e a Mongólia, tinham-se oferecido para acolher a cimeira, que tem como principal objetivo iniciar o processo de desnuclearização da Coreia do Norte.

Essa meta e conseguir que a reunião se realize são motivos suficientes para que Trump seja candidato a ganhar o prémio Nobel da Paz, segundo opinião hoje expressa pelo Presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

Moon disse que Trump "deveria ganhar o prémio Nobel da Paz por lograr as conversações entre as Coreias".

O encontro entre Kim e Trump será o primeiro desde há quase 70 anos de confrontação entre as duas Coreias, iniciado com a Guerra da Coreia (1950-1953) e de 25 anos de negociações infrutíferas.

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