Cientistas israelitas dizem ter conseguido reverter envelhecimento

Investigadores encontraram uma forma de fazer regredir os efeitos do tempo no corpo humano com ajuda de uma câmara hiperbárica. "É o Santo Graal da biologia do envelhecimento. Não estamos apenas a desacelerar o declínio, estamos a retroceder no tempo", disse o autor do estudo.

Um grupo de investigadores israelitas encontrou uma maneira de fazer o corpo humano "voltar atrás no tempo", retardando o envelhecimento e revertendo os efeitos do tempo com recurso a uma câmara hiperbárica. "É o Santo Graal da biologia do envelhecimento. Não estamos apenas a desacelerar o declínio, estamos a retroceder no tempo", disse o autor da descoberta, Shai Efrati, do Shamir Medical Center em Be'er Ya'akov, ao The Jerusalem Post.

O estudo centrou-se num grupo de 35 adultos saudáveis, com 65 anos ou mais, submetidos a um tratamento numa câmara pressurizada e inalando oxigénio puro, 90 minutos por dia, cinco dias por semana durante um período de três meses. As mudanças verificadas nos corpos a nível celular foram equivalentes ao que teriam sido um quarto de um século antes. Ou seja rejuvenesceram 25 anos.

Segundo o também professor de Medicina na Sackler Faculty of Medicine e da Sagol School of Neuroscience da Tel Aviv University, os efeitos a longo prazo ainda precisam de ser explorados e carecem de vigilância controlada, mas, para ele, a oxigenoterapia tem potencial na luta contra o envelhecimento e para prolongar da vida.

Com o passar dos anos, os telómeros - extremidades dos cromossomas que têm a função crucial de proteger o ADN, descobertos pelo biólogo Alexei Olovnikov no início dos anos 70 - tornam-se cada vez mais curtos, causando o envelhecimento. E é este processo que o israelita diz ter conseguido reverter, com a colaboração de uma dúzia de outros médicos, neurocientistas, radiologistas e investigadores.

Segundo o estudo publicado no site Aging no dia 18 de novembro, os telómeros não só não encolheram como se prolongaram em até 38%, enquanto as células senescentes diminuíram até um 37%. Por isso o autor acredita que "dá esperança e abre a porta para muitos jovens cientistas abordarem o envelhecimento como uma doença reversível".

O conceito de medicina hiperbárica existe há séculos. O primeiro registo de um tratamento documentado ocorreu em 1662 na Grã-Bretanha, tendo sido usadas pela primeira vez como um tratamento para a doença descompressiva no século IX. Hoje são usadas em hospitais, marinhas, organizações de mergulho profissional, clínicas de fisioterapia e até para comercialização doméstica. Cristiano Ronaldo tem uma em casa para ajudar na recuperação das lesões.

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