Li Keqiang ordena investigação à indústria de vacinas

Investigadores ponderam avançar com acusações criminais

O primeiro-ministro da China ordenou uma investigação à indústria de vacinas chinesa, depois de violações cometidas por um produtor de vacinas contra a raiva terem provocado protestos públicos.

Em comunicado, Li Keqiang referiu que a Changchun Changsheng Life Sciences Ltd, que é acusada de fabricar registos de produção e inspeção, "violou uma linha moral", num momento em que as autoridades lutam para restaurar a fé pública na regulamentação de segurança.

Na mesma nota, o governante prometeu "reprimir de forma resoluta" as violações que coloquem em perigo a segurança pública.

Não houve relatos de ferimentos causados pela vacina contra a raiva, mas a divulgação provocou um coro de protestos, sobretudo depois de vários escândalos relacionados com a venda de medicamentos e alimentos de baixa qualidade, cujo consumo causou vítimas mortais entre a população chinesa.

Os reguladores chineses anunciaram na semana passada que a Changsheng Life Sciences foi obrigada a suspender a produção e a recolher as vacinas contra a raiva.

A agência de notícias Xinhua disse que os investigadores estão a testar a eficácia da vacina e a ponderar avançar com acusações criminais.

A raiva é endémica em algumas áreas da China.

Em outubro, a mesma empresa foi condenada a interromper a produção de uma vacina combinada para a difteria, tosse convulsa e tétano, cujo lote foi posteriormente apontado como defeituoso.

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