Chanceler austríaco "muito satisfeito" após madrugada de negociações. Sessão retomada à tarde

Plenário que decorre em Bruxelas em busca de um acordo para o relançamento europeu após a crise da covid-19, foi esta segunda-feira de manhã retomado a 27, mas a sessão foi novamente interrompida até à tarde

O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, um dos rostos dos designados países 'frugais', mostrou-se esta segunda-feira "muito satisfeito" após um longo dia e madrugada de "negociações difíceis" no Conselho Europeu, em Bruxelas, sobre a resposta europeia à crise.

"As negociações difíceis acabam de chegar ao fim [por agora, ainda sem acordo] e podemos estar bastante satisfeitos com o resultado de hoje. Iremos continuar durante a tarde", declarou Sebastian Kurz, numa publicação feita na sua conta oficial da rede social Twitter.

O plenário do Conselho Europeu, que decorre em Bruxelas em busca de um acordo para o relançamento europeu após a crise da covid-19, foi esta segunda-feira de manhã retomado a 27, mas a sessão foi novamente interrompida até à tarde.

Depois de um jantar de trabalho no domingo, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, interrompeu a reunião plenária, supostamente por 45 minutos, segundo o anúncio do seu porta-voz, mas este reinício foi, sucessivamente, adiado, tendo os trabalhos tido sido retomados já perto das 05:50 (menos uma hora em Lisboa).

Porém, cinco minutos depois, a sessão foi novamente interrompida, até às 16:00 (menos uma em Lisboa).

O terceiro dia da cimeira, no domingo, foi o mais longo até ao momento, num total de mais de 20 horas de negociações sem interrupções, mais à margem do que em plenário.

De acordo com fontes europeias, sobre a mesa estará agora uma proposta que mantém o montante global do Fundo de Recuperação em 750 mil milhões de euros -- como propunha a Comissão Europeia --, com os subsídios a fundo perdido a pesarem 390 mil milhões de euros, montante que já terá tido 'luz verde' dos 27.

Tanto o plano franco-alemão como a proposta da Comissão Europeia defendiam subvenções num montante de 500 mil milhões de euros, algo rejeitado pelos chamados países 'frugais' (Holanda, Áustria, Suécia e Dinamarca), que exigiam que as subvenções ficassem abaixo dos 400 mil milhões de euros.

O objetivo de Charles Michel para esta madrugada passou, então, por tentar 'fechar' o Fundo de Recuperação, deixando as negociações sobre o Quadro Financeiro Plurianual da União de 2021-2027 para depois de algumas horas de sono, esta tarde.

Reunidos desde sexta-feira de manhã, os líderes europeus não lograram ainda chegar a um acordo sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual para 2021-2027 e o Fundo de Recuperação, os pilares do plano de relançamento da economia europeia para superar a crise da covid-19.

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