CGTP: "Fidel foi o líder histórico de uma revolução que prossegue um caminho próprio"

"Um combatente de toda a vida, um líder excecional", foi como a CGTP descreveu o antigo presidente cubano

A CGTP Intersindical afirmou hoje que o ex-líder cubano Fidel Castro "soube reunir as melhores forças dos trabalhadores e do seu povo", considerando-o "um combatente de toda a vida, um líder excecional".

Na sua mensagem de condolências, a central sindical lembra o bloqueio comercial imposto a Cuba pelos Estados Unidos, que classifica de criminoso, e afirma-se "contra a manutenção da ocupação de Guantanamo", baía que foi arrendada, em 1903, de forma perpétua, pelos Estrados Unidos.

Fidel Castro, assinala a CGTP-IN, "foi um combatente de toda a vida, um líder excecional, um homem que soube reunir as melhores forças dos trabalhadores e do seu povo e demonstrar à humanidade que era possível a um pequeno país explorado e subjugado por décadas de ditadura de Fulgêncio Batista e domínio imperialista, levantar-se, derrotá-los e construir uma pátria independente e soberana".

"Fidel foi o líder histórico de uma revolução que prossegue um caminho próprio, contando com um enorme prestígio internacional que inspira e continuará a inspirar as lutas dos trabalhadores de todos os continentes, designadamente os processos de transformação social na América Latina, apesar da contraofensiva das oligarquias locais e do imperialismo na região", lê-se no comunicado da CGTP-IN.

Realça a Intersindical que "Cuba tem resistido e derrotado todas as agressões, atentados, tentativas de ingerência e ocupação, contando para tal com a solidariedade dos amantes da liberdade e da paz, dos progressistas e democratas de todo o mundo".

No mesmo documento, "a CGTP-IN reitera o seu empenho solidário na luta contra o criminoso bloqueio que os EUA impõem há 58 anos a Cuba e ao seu povo e contra a manutenção da ocupação de Guantanamo".

A central sindical defende que se deve "honrar o seu exemplo de resistência e luta, uma vida de total dedicação aos direitos, interesses e aspirações dos trabalhadores e povo cubanos e de todos os povos oprimidos do mundo".

"Apesar dos difíceis obstáculos colocados pelos seus inimigos, Cuba caminha decidida e corajosamente na construção de uma sociedade de desenvolvimento, progresso, justiça social e paz", remata a CGTP-IN.

Fidel Castro morreu aos 90 anos na noite de sexta-feira, 25 de novembro, aos 90 anos, às 22:29 locais (03:29 de sábado em Portugal continental).

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