Centro de Itália abalado por novo sismo. "Vai ser tudo reconstruído", promete PM

O sismo provocou deslizamentos e o derrube de casas já afetadas por terramotos anteriores

Um novo sismo atingiu a região de Úmbria, no centro de Itália, com magnitude 6,5, segundo o Instituto Nacional de Vulcanologia. A Proteção Civil italiana disse não ter até ao início da manhã registos de vítimas mortais. E ao longo do dia manteve-se essa indicação, apesar de este terramoto ser um dos maiores dos últimos anos no país, maior até do que o de agosto, em que morreram quase 300 pessoas.

"No momento [início da manhã], não temos nenhuma informação sobre vítimas mortais. Há feridos e nós estamos no local a verificar", afirmou aos jornalistas o chefe da Proteção civil, Fabrizio Curcio, em Rieti, uma cidade localizada próxima do epicentro.

O sismo, com profundidade de 10 quilómetros, aconteceu pelas 07:44 (06:44 em Lisboa) e fez derrubar várias casas afetadas por sismos anteriores.

Perante um novo cenário de devastação, quando o país ainda tentava recuperar do golpe do terramoto de agosto que fez 297 vítimas mortais, o primeiro-ministro prometeu reconstruir tudo. "Vamos reconstruir tudo. As casas, as igrejas, os negócios", afirmou Matteo Renzi. "Tudo o que for preciso para reconstruir estas zonas será feito", prometeu.

Desde 1980, segundo informação da Reuters, que não havia um sismo com tão grande intensidade em Itália. Nesse ano, a 23 de novembro, morreram mais de 2700 pessoas num sismo com 6,9 de magnitude.

Segundo a imprensa local, citada pela agência espanhola de notícias Efe, o sismo causou medo entre a população das regiões de Úmbria e de Las Marcas e provocou novos deslizamentos de terra, atingindo construções já danificadas por outros terramotos.

O terremoto também foi sentido com intensidade em outras cidades italianas como Florença ou Roma, adianta a Efe.

A agência de notícias francesa AFP adianta, por seu lado, que este novo terremoto, cujo epicentro está localizado a seis quilómetros a norte da pequena cidade de Norcia, causou novas destruições.

Segundo a mesma fonte, a maioria dos habitantes das cidades próximas onde ocorreu o sismo já tinha sido evacuada, na sequência dos dois terremotos que atingiram a mesma região na passada quarta-feira.

Em declarações ao canal de televisão Rainews, o presidente da Câmara de Ussita, contou que os edifícios que ainda estavam em pé na sua pequena cidade, localizada a cerca de 20 quilómetros ao norte de Nocia, colapsaram na sequência do sismo de hoje.

Como muitas outras aldeias da região, Ussita também foi evacuada após os dois terremotos de quarta-feira, que não causaram vítimas, mas provocaram muita destruição.

Inicialmente o Instituto Nacional de Vulcanologia informara que o terramoto, que aconteceu quatro dias depois de dois outros fortes terramotos terem atingido a mesma região do país, tinha tido uma magnitude de 7,1.

Estes sismos ocorreram dois meses depois de, em 24 de agosto, um outro de magnitude seis na escala de Richter ter causado a morte de 297 pessoas e a devastação de localidades históricas como Amatrice.

O primeiro terramoto, com magnitude 5,4 na escala de Richter, ocorreu às 19:11 locais (18:11 de Lisboa), e o segundo, de 5,9 graus, deu-se às 21:18 (20:18 em Lisboa).

A estes dois sismos seguiram-se mais dois, de 4,6 e 4,4 graus, e centenas de réplicas.

Desta vez, os tremores de terra não foram tão intensos como o de 24 de agosto e não provocaram vítimas diretas em consequência de desabamentos.

O Governo italiano anunciou na quinta-feira que ia disponibilizar 40 milhões de euros para ajudar as pessoas afetadas pelos dois fortes sismos de magnitude superior a cinco na escala de Richter que abalaram na quarta-feira o centro de Itália.

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