Caravelas portuguesas picam milhares de banhistas na Austrália

Número elevado destas alforrecas tem dado à costa nas praias de Queensland, forçando mesmo a proibição de tomar banho em alguns locais.

Cerca de 13 mil caravelas portuguesas (Physalia physalis), colónias de zooides que apesar do aspeto não são consideradas alforrecas, foram registadas junto à costa de Queensland, na Austrália, na última semana. Um número três vezes superior ao habitual e que está a gerar muitos incidentes com banhistas picados e até o encerramento de algumas zonas balneares.

A presença destes organismos nas praias australianas é frequente nesta altura do ano, em que é verão naquele país. No entanto, neste ano o fenómeno ganhou outra dimensão devido a uma combinação entre as temperaturas elevadas e ventos fortes, que empurraram milhares destes organismos - cujo nome deriva de um apêndice em forma de vela que lhes permite "navegar" no oceano - para a costa. A maioria dos milhares de incidentes com banhistas foram registados nas populares zonas da Sunshine Coast e da Gold Coast.

Apesar da má reputação, as picadas causadas pelos tentáculos da caravela portuguesa, cuja principal toxina é a physaliatoxina, não têm consequências graves, podendo ser tratadas com gelo. Ainda assim, algumas pessoas tiveram de ser assistidas no hospital.

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