Número de mortos por camião em mercado de Natal em Berlim sobe para 12

Último balanço da polícia dá conta de 48 feridos. Camião foi roubado na Polónia

Um camião entrou por um mercado de Natal em Berlim, esta segunda-feira, tendo feito 12 mortos e 48 feridos, segundo balanço da polícia alemã divulgado pelo Twitter. O condutor do camião fugiu do local mas já foi preso pela polícia, segundo a Reuters. Um segundo ocupante do camião terá morrido durante o acidente.

As autoridades alemãs, segundo os media locais, assumiram já não se tratar de um acidente, estando o caso a ser tratado como um ataque terrorista.

No entanto, o ministro do Interior do estado de Berlim, Andreas Geisel, não declarou oficialmente tratar-se de um ataque intencional. "A sequência dos acontecimentos aponta para se ter tratado de um acidente ou de um ataque", disse, citado pela Reuters.

Certo é que o mercado de Natal em causa, próximo do Jardim Zoológico, é dos mais concorridos de Berlim, longe de estradas principais onde seria normal circular um camião daquelas dimensões, havendo testemunhos de que o veículo passou a alta velocidade por zonas pedonais.

O presidente da câmara de Berlim, Michael Muller, afirmou cerca das 21:00 que a situação estava já sob controlo, mas descreveu o cenário como "dramático".

O caso está a ser relatado através das redes sociais e dos media locais.

O jornal berlinense Berliner Morgenpost divulgou na sua página de Facebook imagens captadas pouco depois do incidente:

O mercado situa-se na Breitscheidplatz, perto a igreja memorial do Kaiser Wilhelm, em Kurfuerstendamm.

O camião em causa, um TIR de grandes dimensões, tem matrícula polaca.

As autoridades alemãs, segundo os media internacionais, acreditam que o veículo foi roubado de uma obra na Polónia.

O camião estava carregado de vigas de aço.

O ataque faz lembrar o atentado terroristas ocorrido em Nice, na França, a 14 de julho. Na altura foram mortas 86 pessoas e outras 400 ficaram feridas. O ataque foi reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.