Caça ao homem na Bulgária após assassinato de seis pessoas

Rosse Anguelov, de 56 anos, deverá estar "armado" e é "muito perigoso". Operação está a ser supervisionada pelo próprio primeiro-ministro búlgaro

A polícia e exército búlgaros foram esta sexta-feira mobilizados para tentar capturar um homem acusado de ter assassinado seis pessoas num drama passional na noite de fim de ano perto de Sófia, anunciou a procuradoria búlgara.

A operação desencadeada desde 2 de janeiro e hoje reforçada para tentar localizar Rossen Anguelov, 56 anos e considerado "armado e muito perigoso", foi hoje supervisionada pessoalmente pelo primeiro-ministro Boiko Borissov, precisou o comunicado.

As forças da ordem deverão promover uma intensa busca no maciço montanhoso que circunda a capital búlgara onde o suspeito, apelidado o "Homem das florestas", mantém alguns hábitos e terá capacidade para se dissimular. A caça foi proibida na região e as autoridades apelaram à população para se manter vigilante.

Condenado por roubos, violação e corrupção de menores, Anguelov foi indiciado por "homicídio premeditado" da sua antiga amante e outras cinco pessoas quando celebravam a noite de fim de ano em Novi Iskar, um subúrbio norte de Sófia. Terá agido por ciúmes, segundo o procurador.

Os corpos foram descobertos a 2 de janeiro, permitindo ao fugitivo escapar com algum tempo para a natureza. O homem foi descrito pelos serviços penitenciários como "hábil, vaidoso, irritável e incapaz de suportar um revés".

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.