Cabo Verde. Governo repudia ataque a autarca da capital e apela à serenidade

O presidente da Câmara da Praia, Óscar Santos, eleito pelo Movimento para a Democracia (MpD, no poder) foi baleado com um tiro por encapuzados. Sofreu fratura num braço e está livre de perigo.

O Governo cabo-verdiano repudiou esta segunda-feira o atentado ao presidente da Câmara Municipal da Praia, Óscar Santos, considerando que este "ato ignóbil" em nada representa a imagem do país e apelou à serenidade.

"O Governo repudia em absoluto este ato ignóbil e que em nada representa a imagem do país. Cabo Verde é um país em que a paz social prevalece. Apelamos à serenidade de todos, pois a estabilidade social é o maior ativo do país", escreveu o Governo cabo-verdiano, numa nota enviada à imprensa.

No mesmo documento, o executivo adiantou que "as autoridades estão a levar a cabo todos os trâmites de forma a capturar rapidamente os autores deste ato".

E também deixou "uma palavra de solidariedade ao presidente de câmara e à sua família, desejando um rápido restabelecimento".

O presidente da Câmara da Praia, Óscar Santos, eleito pelo Movimento para a Democracia (MpD, no poder) foi esta segunda-feira baleado no braço direito quando estava a chegar ao ginásio que frequenta há vários anos na zona do Palmarejo Baixo.

O autarca terá sido baleado pelas costas com um único tiro, por encapuzados que fugiram do local, e foi socorrido por funcionários do ginásio antes de ser transportado para o Hospital Agostinho Neto.

De acordo com o diretor clínico do Hospital Agostinho Neto (HAN), Vítor Costa, o autarca sofreu uma lesão no braço, com fratura do úmero direito, mas está estável e sem lesões que possam ameaçar a sua vida.

Vítor Costa avançou que os colegas da especialidade estão ainda a ver se será necessário alguma intervenção cirúrgica, mas garantiu que ainda esta segunda-feira o autarca da capital cabo-verdiana vai ter alta médica.

A Polícia Judiciária esteve no local do ataque para recolher provas.

Exclusivos

Premium

Espanha

Bolas de aço, berlindes, fisgas e ácido. Jovens lançaram o caos na Catalunha

Eram jovens, alguns quase adultos, outros mais adolescentes, deixaram a Catalunha em estado de sítio. Segundo a polícia, atuaram organizadamente e estavam bem treinados. José Manuel Anes, especialista português em segurança e criminalidade, acredita que pertenciam aos grupos anarquistas que têm como causa "a destruição e o caos" e não a luta independentista.