"Derrota histórica", diz PM escocesa. Parlamento Europeu pede "garantias"

Uma "má notícia", disse Antonio Tajani. A Escócia recordou que apoia a permanência na União Europeia

A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, classificou hoje a rejeição do acordo de 'Brexit' pelo parlamento britânico como uma "derrota histórica" e instou o Governo conservador do Reino Unido a realizar um novo referendo. O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani. classificou o chumbo como uma "má notícia", pedindo "garantias" sobre o futuro dos cidadãos britânicos e europeus.

"Uma derrota histórica para a primeira-ministra [Theresa May] e foi óbvio durante meses que se avizinhava. Perdeu-se bastante tempo", escreveu Nicola Sturgeon na rede social Twitter após o chumbo do texto do divórcio britânico da União Europeia (UE), por 432 votos contra e apenas 202 a favor -- a mais pesada derrota infligida a um governante britânico desde a década de 1920.

Sturgeon afirmou que este é o momento para "parar o relógio do artigo 50 [do Tratado de Lisboa] e voltar a pôr esta questão ao eleitorado", referindo-se à realização de uma segunda consulta popular sobre a permanência do Reino Unido no bloco comunitário.

A líder nacionalista escocesa reiterou que a Escócia apoiou a permanência na UE (62%), pelo que "não deve ser arrastada" para fora dela contra a sua vontade.

Os 35 deputados do Partido Nacionalista Escocês (SNP), que Sturgeon lidera, estiveram entre os deputados que hoje à noite votaram, na Câmara dos Comuns, contra o acordo negociado durante 17 meses entre May e Bruxelas.

Após ser conhecida a derrota do Governo conservador de Theresa May, o líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, apresentou na câmara baixa do Parlamento uma moção de censura contra o executivo que será debatida e votada na quarta-feira e que, a ser aprovada, poderá desencadear a convocação de eleições legislativas antecipadas.

"O resultado da votação do 'Brexit' é uma má notícia. O nosso primeiro pensamento está com os 3,6 milhões de cidadãos europeus que residem no Reino Unido e de britânicos que vivem na UE", reagiu Antonio Tajani.

Através de uma publicação feita através da rede social Twitter, o responsável vincou que estes cidadãos "precisam de garantias sobre o seu futuro". E garantiu: "Nós [Parlamento Europeu] vamos sempre lutar por eles".

Previa-se que o Reino Unido deixasse a UE no final de março de 2019, dois anos após o lançamento oficial do processo de saída e quase três anos após o referendo, que viu 52% dos britânicos votarem a favor do 'Brexit'.

Porém, com o chumbo de hoje, já esperado por políticos, imprensa e analistas, o processo fica com um futuro incerto.

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