Bin Laden pediu ajuda a uma das mulheres para usar redes sociais

Documentos retirados do esconderijo de Abbottabad, no Paquistão, onde o líder da Al-Qaeda foi morto em 2011, revelam que manteve o controlo sobre a organização até ao fim

Nos dez anos entre os atentados de 11 de setembro nos EUA e a sua morte, por forças especiais americanas num complexo residencial em Abbottabad no Paquistão em maio de 2011, Osama bin Laden esteve longe de ser o líder em fuga e enfraquecido que os responsáveis dos EUA afirmavam que era. Um conjunto de documentos retirados do esconderijo do líder da Al-Qaeda e agora desclassificados revela que o saudita manteve o controlo sobre a organização até ao fim.

Mandava cartas, memorando e vídeos com mensagens para líderes da Al-Qaeda e para familiares. Numa das cartas a que a Reuters e a ABC News tiveram acesso, Bin Laden pede ajuda a uma das suas mulheres para lidar com as redes sociais para disseminar a jihad (guerra santa). "Vou pedir ao irmão que está contigo para te comprar um computador e acessórios. Envio-te tudo o que está no meu computador em termos de comunicados e ideias. Espero que os analises e me dês a tua opinião. Vou pedir ao irmão para comprar cartões SIM que possas usar para comunicar comigo e para as tuas mensagens", escreve o saudita, antes de acrescentar: "Sabes como são importantes e como temos de explorar nos media do 11 de setembro como a prova das vitórias dos muçulmanos".

Nas mesmas missivas, Bin Laden pedia notícias dos filhos, do que andavam a aprender na escola, dando conselhos à mulher Khairiah sobre segurança. As missivas contêm ainda instruções para os seus familiares irem mudando de local e de país.

A correspondência do cérebro do 11 de Setembro revela ainda o que tencionava fazer com a sua fortuna de 29 milhões de dólares. Numa nota escrita à mão e provavelmente datada dos anos 90, Bin Laden diz querer distribuir 1 % do dinheiro por cada um dos seus dois mais próximos colaboradores. O resto devia ser usado para apoiar a jihad.

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