Biden considera Rússia principal ameaça à ordem liberal internacional

O ainda vice-presidente norte-americano falou no Fórum de Davos, na Suíça

A Rússia constitui a principal ameaça para a ordem liberal pretendida pelo mundo ocidental e o compromisso com os aliados da NATO é uma "obrigação sagrada", considerou hoje o vice-Presidente dos EUA Joe Biden no Fórum de Davos.

"A principal ameaça (...) provém de atores externos empenhados em fraturar a ordem liberal internacional", advertiu Biden no Fórum Económico Mundial que decorre na cidade suíça de Davos, dois dias antes de cessar funções.

"Não vou ocultar as minhas palavras, este movimento é principalmente conduzido pela Rússia", acrescentou, mas também mencionado a China e diversos atores do Médio Oriente.

Numa referência direta ao Presidente russo Vladimir Putin, disse que "trabalha com todas as ferramentas disponíveis para sabotar o projeto europeu", disse Biden.

Na sua perspetiva, o líder do Kremlin "testa as linhas de fratura entre os países ocidentais" e empenha-se em fazer que o mundo regresse a um sistema "definido por zonas de influência".

"Assistimos inclusive a ataques cibernéticos contra partidos políticos e indivíduos nos Estados Unidos", insistiu, referindo-se ao relatório dos serviços de informações norte-americanos que acusam a Rússia de ter interferido na eleição de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos.

O discurso de Biden constitui igualmente uma advertência direta ao republicano Donald Trump, que pretende melhorar no imediato as relações com a Rússia.

"O seu objetivo é claro, fazer colapsar a ordem liberal internacional", assegurou.

Em paralelo, o vice-Presidente dos EUA também sublinhou no seu discurso que o "inquebrantável compromisso" do seu país com todos os aliados da NATO "é uma obrigação sagrada" e nunca deverá ser questionada.

O pilar da cooperação transatlântica "é o compromisso inquebrantável dos EUA com todos os nossos aliados da NATO. É uma obrigação sagrada que temos adotado e qualquer ataque contra um dos aliados é um ataque contra todos", assinalou no seu último discurso antes de deixar em 48 horas a vice-Presidência dos Estados Unidos.

"Isso nunca pode ser questionado", insistiu, num momento em que o Presidente eleito Donald Trump, que é empossado na sexta-feira, já considerou a Aliança Atlântica "obsoleta".

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