Fayçal libertado por falta de provas. Era acusado de participar nos atentados

Fayçal Cheffou, que tinha sido inicialmente identificado como o terceiro terrorista do aeroporto de Zaventem, foi libertado por falta de provas

A procuradoria federal belga anunciou esta segunda-feira, em comunicado citado pelo jornal francês Le Figaro, que Fayçal Cheffou, detido na quinta-feira passada em ligação com os atentados de Bruxelas e posteriormente acusado de homicídio terrorista, foi libertado por falta de provas.

"Os indícios que levaram à detenção do homem denominado Fayçal C. não foram corroborados pela evolução do inquérito em curso", lê-se no comunicado. "Em consequência, o interessado foi libertado pelo juiz de instrução".

A imprensa tinha identificado Fayçal Cheffou como o terceiro terrorista do aeroporto de Zaventem, que surge em imagens de câmaras de segurança ao lado dos bombistas suicidas Ibrahim el-Bakraoui e Najim Laachraoui. Teria sido reconhecido pelo taxista que levou o grupo de terroristas ao aeroporto na manhã de terça-feira, segundo o jornal Le Soir.

Porém, esta manhã de segunda-feira quando a polícia belga voltou a emitir um apelo a quem tivesse informações sobre o terceiro homem nas imagens de videovigilância.

Os atentados que abalaram Bruxelas na terça-feira da semana passada mataram 35 pessoas, excluindo os três bombistas suicidas. Dois homens fizeram-se explodir na zona de partidas do aeroporto de Zaventem, e um outro fez-se explodir na estação de metro de Maelbeek. Falta identificar um terceiro homem filmado com os dois terroristas do aeroporto, que terá deixado uma mala com uma carga explosiva no aeroporto. Essa carga não foi detonada. Os ataques foram reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico.

O Ministério da Saúde belga fez, entretanto, saber que 96 feridos ainda se encontram hospitalizados, dos quais 93 na Bélgica, dois em França, e um está a caminho dos Estados Unidos.

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