Ciclone Kenneth. Autoridades moçambicanas estendem ajuda ao sul

Impacto do ciclone está previsto para a zona norte, mas estão já a ser tomadas medidas a sul para impedir efeitos das cheias.

Uma equipa do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) de Moçambique está a distribuir abrigos e alimentos em Nacala, a sul da zona de impacto previsto do ciclone Kenneth para esta quinta-feira.

"Dependendo do tipo de ameaça, que neste caso é a de erosão, temos tendas familiares ao nível provincial e contamos com apoio de parceiros, igrejas e temos salas de aulas para abrigar a população" disse Alberto Armando, delegado do INGC em Nampula, província de que Nacala faz parte.

Apesar de se prever que o ciclone atinja com severidade apenas a província vizinha de Cabo Delgado, numa faixa a cerca de 300 quilómetros a norte - onde foi emitido um alerta vermelho na quarta-feira -, antevê-se que a chuva intensa chegue a Nacala, o que faz temer a ocorrência de cheias mais fortes que o habitual.

A subida repentina das águas tem acontecido durante alguns dias da época das chuvas, entre novembro e abril, em anos anteriores.

O prognóstico do Centro de Coordenação de Resposta de Emergência (ERCC) da União Europeia prevê que a chuva acumulada em Nacala durante cinco dias exceda o topo da escala de previsões, ou seja, acima dos 500 milímetros.

A equipa do INGC encontra-se nos distritos de Nacala Porto e Nacala velha a acompanhar a população, a verificar no terreno o que pode constituir ameaça, a apelar à calma e a divulgar recomendações das autoridades, disse Alberto Armando.

A Cruz Vermelha em Nampula disponibilizou 60 ativistas para se juntarem à equipa do INGC, disse à Lusa o secretário provincial da organização.

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