Austrália planeia proibir pedófilos de viajar para o estrangeiro

Medida visa proteger as crianças vulneráveis no sudeste asiático

A Austrália anunciou hoje que planeia proibir os pedófilos condenados de viajarem para o estrangeiro, numa medida pensada para proteger as crianças vulneráveis no sudeste asiático da exploração e descrita como inédita no mundo.

A ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Julie Bishop, afirmou que planeia cancelar os passaportes de aproximadamente 20.000 pedófilos constantes da base de dados nacional ao abrigo de legislação que vai ser submetida ao parlamento em breve.

O ministro da Justiça australiano, Michael Keenan, afirmou tratar-se de uma medida sem precedentes no mundo, indicando que nenhum país introduziu tal interdição de viagem.

"Só no ano passado quase 800 pedófilos registados [na base de dados] saíram da Austrália", sublinhou a chefe da diplomacia australiana, indicando que quase metade viajou para países do sudeste asiático e que muitos infringiram a obrigação de reportar as suas deslocações à polícia.

"Nenhum país tomou medidas tão fortes e decisivas para impedir os seus cidadãos de irem para o estrangeiro, muitas vezes para países vulneráveis, para abusar de crianças", afirmou, por seu turno, o ministro da Justiça australiano, falando de uma "estreia mundial".

Inúmeros casos de pedofilia no estrangeiro fizeram recentemente manchetes na Austrália, como a condenação, em outubro, na ilha indonésia de Bali, de Robert Andrew Fiddes Ellis, de 70 anos, a uma pena de prisão de 15 anos por abuso sexual de 11 meninas e adolescentes.

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