Associação da Guardia Civil questiona Mossos d'Esquadra

A associação espanhola Unión de Oficiales Guardia Civil Profesional põe em questão a participação de um "pequeno corpo policial" na luta contra o terrorismo global referindo-se ao trabalho dos Mossos d'Esquadra nos atentados na Catalunha.

Em comunicado, a associação diz que não quer criticar o trabalho da polícia da Catalunha (Mossos d'Esquadra) em relação aos atentados da semana passada, mas sublinha que "até mesmo as polícias estatais, com maior alcance territorial, potencial de efetivos e competências" precisam de "ferramentas" como a cooperação internacional.

Para a organização, "por causa dos trágicos atentados da Catalunha está a passar-se para a opinião pública um debate sobre a idoneidade da atuação policial e de falta de cooperação entre os corpos, por causa de um possível interesse político na monopolização da investigação".

O comunicado refere também que a "Guardia Civil projeta-se como uma referência europeia na luta contra o 'terrorismo jiadista'"

Sendo assim, a associação insta o Ministério do Interior a seguir a linha de atuação da Guardia Civil que deve abranger outros corpos cuja natureza militar permitiu a criação da Eurogendfor (Forças de Segurança Europeia) como o ponto de partida para um "corpo policial pan-europeu" que lidere a luta contra o "terrorismo islâmico" nas vertentes políticas e militares.

"A solução meramente policial não parece ser aplicável a este novo tipo de terrorismo global, caracterizado pela doutrina e pelo combate, exigindo-se especialização e formação militar que a Guardia Civil apresenta em quantidade e qualidade", refere ainda o comunicado.

Os atentados na Catalunha, na semana passada, fizeram 15 mortos, entre os quais duas cidadãs portuguesas.

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