Assédio sexual nas forças armadas americanas aumenta 38% em 2018

Relatório indica que foram registados 20 500 caos de contacto sexual não consentido durante o ano passado, o que representa um grande aumento significativo em relação a 2016. Medidas para combater o flagelo já estão a ser colocadas em causa.

Um relatório militar dos Estados Unidos indica que os casos de assédio sexual nos diversos departamentos das forças armadas aumentaram 38% em 2018, relativamente aos casos registados em 2016, o que na prática indica que os esforços que têm sido feitos no combate a estes casos tem sido pouco ou nada eficaz.

O estudo indica que foram registados 20 500 situações de contacto sexual não consentido no ano passado, quando dois anos antes se tinham contabilizado 14 900 casos. A maioria das vítimas são recrutas mulheres entre os 17 e os 24 anos, sendo que um terço dos casos foram situações de consumo excessivo de álcool.

Dos 20 500 casos citados, apenas um em três casos foram comunicados às autoridades, ou seja pouco mais de seis mil, sendo que 85% dos casos as vitimas conheciam os agressores, que na sua maioria eram oficiais de patente superior.

"Este relatório diz-nos que há algo que está a acontecer e que precisamos de combater", disse Nate Galbreath, diretor adjunto do Departamento da Defesa na Prevenção e Respostas ao Assédio Sexual, em declarações à estação de televisão norte-americana ABC News.

A congressista Jackie Speier, que dirige a comissão para o pessoal das Forças Armadas, avisou em declarações ao jornal USA Today, que os militares "têm de aceitar que os programas que foram implementados não estão a funcionar", razão pela qual considera que "o Congresso tem de adotar medidas para forçar o departamento de defesa a adotar medidas mais agressivas para combater este flagelo", naquela que é uma clara posição de pressão aos legisladores americanos para tomarem uma posição.

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