Antigo juiz do Supremo Tribunal dos EUA John Paul Stevens morre aos 99 anos

Tinha-se reformado em 2010. Ao longo dos anos, destacam-se as posições assumidas para limitar a pena de morte, para silenciar as orações instituídas nas escolas, para garantir direitos dos homossexuais, para promover a igualdade racial e preservar a legalidade do aborto.

O antigo juiz do Supremo Tribunal dos EUA John Paul Stevens, que ocupou aquela função durante 35 anos, morreu esta terça-feira com 99 anos em Fort Lauderdale, Florida, após sofrer um derrame cerebral.

Nomeado pelo Partido Republicano, emergiu inesperadamente como líder liberal no Supremo Tribunal, defendendo a liberdade e a dignidade individual, tendo recentemente voltado a surpreender muitos quando se manifestou contra a confirmação do juiz Brett Kavanaugh, sobre quem pendiam alegações de agressões sexuais.

Ao longo dos anos, destacam-se as posições assumidas para limitar a pena de morte, para silenciar as orações instituídas nas escolas, para garantir direitos dos homossexuais, para promover a igualdade racial e preservar a legalidade do aborto.

Stevens, que foi nomeado pelo presidente Gerald Ford em 1975 e que se reformou em 2010, ficou ainda conhecido por proteger os direitos de suspeitos de crimes e imigrantes ilegais que enfrentavam a deportação.

O antigo juiz influenciou os seus colegas para se conferir o direito a suspeitos de terrorismo - prisioneiros na base naval de Guantánamo -- de solicitarem a sua libertação em tribunais norte-americanos.

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