EX-dirigente de campanha eleitoral de Trump regista-se como agente estrangeiro

Paul Manafort é o segundo conselheiro da campanha eleitoral de Trump a ter de se registar como agente estrangeiro depois da eleição presidencial.

O antigo presidente da campanha eleitoral de Donald Trump, Paul Manafort, vai registar-se no Departamento de Justiça como agente estrangeiro depois de ter feito lobbying em nome dos interesses políticos da Ucrânia.

A informação foi avançada pelo porta-voz de Manafort, que disse que, na altura dos factos, a Ucrânia era dirigida por um partido político pró-russo.

Paul Manafort é o segundo conselheiro da campanha eleitoral de Trump a ter de se registar como agente estrangeiro depois da eleição presidencial.

A confirmação de que se vai registar nesta qualidade acontece quando a Casa Branca está a enfrentar um forte escrutínio devido às relações com Estados estrangeiros de antigos assessores e conselheiros eleitorais de Trump.

Manafort começou a discutir com o Governo as suas atividades de lobbying, depois de Trump o ter contratado em março de 2016, disse o seu porta-voz, Jason Maloni, se bem que não esteja claro se estas conversações aconteceram antes ou depois de Trump ter forçado a demissão de Manafort, em agosto.

Esta demissão ocorreu imediatamente depois de a agência AP ter noticiado que a empresa de consultoria de Manafort, entre 2012 e 2014, tinha orquestrado uma ação encoberta em Washington favorável ao partido dirigente da Ucrânia, sem revelar que estava a trabalhar enquanto agente estrangeiro, como exigido pela lei federal.

A decisão de Manafort de se registar como agente estrangeiro ocorre cerca de um mês depois de o ex-conselheiro de Segurança Nacional, Michael Flynn, se ter registado no Departamento de Justiça por ações de influência que desenvolveu para beneficiar o Governo turco.

O registo de Flynn ocorreu depois de Trump o ter despedido em fevereiro, acusando-o de ter enganado a Casa Branca sobre os seus contactos com dirigentes russos.

Ainda nesta semana, a Casa Branca enfrentou questões sobre as relações de Carter Page, um conselheiro da campanha eleitoral de Trump sobre política externa. O Washington Post noticiou no final de terça-feira que a polícia obteve autorização de um tribunal especial para monitorizar as comunicações de Page.

Os procuradores federais têm estado interessados no trabalho de Manafort, ao longo dos anos, para recuperar os ativos ucranianos desaparecidos depois do derrube, em 2014, do presidente ucraniano Viktor Yanukovych, que se refugiou na Federação Russa. Da investigação ainda não resultaram acusações.

Por outro lado, Manafort está sob escrutínio da polícia federal (FBI) e do Congresso, a propósito de eventuais contactos entre colaboradores de Trump e o governo russo durante a campanha presidencial nos EUA, em 2016.

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