Anonymous bombardeiam contas do Estado Islâmico com pornografia gay

Os piratas informáticos quiseram vingar as 49 vítimas mortais do atentado em Orlando, numa discoteca gay

Um dos piratas informáticos do grupo Anonymous invadiu e encheu centenas de contas ligados ao grupo Estado islâmico com pornografia e pornografia gay. O hacker, que se identifica apenas como WauchulaGhost, começou por fazê-lo por brincadeira, mas após o ataque à discoteca gay em Orlando, decidiu vingar-se do Estado Islâmico, invadindo cerca de 160 contas nas redes sociais.

WauchulaGhost, que antes do ataque enviava apenas pornografia heterossexual, quis homenagear as 49 vítimas de Orlando. Por isso, encheu, nos últimos dias, as contas de membros do grupo terrorista no Twitter com pornografia gay, mensagens de apoio às vítimas de Orlando e publicações em que os militantes do Daesh revelam que são, na verdade, homossexuais.

Em algumas contas, a imagem de perfil foi trocada por uma que diz: I heart porn, eu amo pornografia, em português.

O pirata informático afirmou ao jornal Washington Post, numa entrevista por telefone, que começou a fazê-lo porque o "Daesh não gosta de pornografia e não gosta de mulheres em geral". O hacker admitiu que no início era uma brincadeira para enfraquecer "a presença online" do Estado Islâmico.

No seu Twitter, WauchulaGhost, que assina como Ghost of No Nation, publicou várias imagens das contas que pirateou e afirmou que o fez pelas "vidas perdidas em Orlando".

Para além das brincadeiras, WauchulaGhost também tem revelado as moradas dos IP, números de telefone e outras informações importantes sobre os membros do Daesh.

O grupo de piratas informáticos Anonymous prometeu no passado combater o Estado Islâmico na internet.

O Estado Islâmico deixa bem claro a sua posição quanto à homossexualidade - é proibida e duramente penalizada com pena de morte - e o último ataque à discoteca gay Pulse, em Orlando, foi levado a cabo por Omar Mateen, que se identificou como sendo inspirado pelo Daesh e que com este partilhava o mesmo ódio à comunidade lésbica, gay, bissexual e transgénero (LGBT).

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