Agência meteorológica pede desculpa por falso alarme de sismo em Tóquio

O alarme emitido por engano anunciava um sismo de 9.1 na escala de Richter e causou o pânico na cidade

A agência meteorológica do Japão pediu hoje desculpas por um falso alarme de um sismo de magnitude 9 na escala de Richter em Tóquio, emitido na segunda-feira, que causou pânico na cidade, informa hoje a imprensa local.

O organismo estatal japonês emitiu um sinal de alerta sísmico pelas 17:09 de segunda-feira (09:09 em Lisboa) e apesar de o ter retirado segundos depois, a informação chegou a ser recolhida por várias aplicações para 'smartphones' que alertam os utilizadores sobre sismos e por companhias ferroviárias.

O falso alarme gerou confusão e pânico entre os cidadãos que o receberam, fez com que algumas sedes de organismos públicos da capital e pessoal se preparassem para a retirada de pessoas e foi um assunto frequente na rede social Twitter, informa hoje a agência Kyodo.

Além disso, causou interrupções e atrasos de até dez minutos nos serviços de metro e de comboios regionais e de alta velocidade, assim como o colapso de redes de telefone móvel em algumas zonas da metrópole nipónica, informaram os operadores ferroviários e de telecomunicações.

O alarme informava sobre um iminente terramoto de magnitude 9 na escala aberta de Richter, com epicentro a dez quilómetros de profundidade em Chiba (leste de Tóquio), e de 7 na escala japonesa, o nível máximo neste sistema que se centra mais nas zonas afetadas do que na intensidade do terramoto.

Caso tivesse ocorrido, o sismo teria sido o mais grave no país asiático desde o registado em 2011 no noroeste do Japão, que gerou um tsunami que devastou a zona e desencadeou a catástrofe nuclear de Fukushima.

A agência meteorológica nipónica pediu desculpas pelo erro e classificou-o como o "mais grave" desde que implementou este sistema de alertas precoces para terramotos, em 2007, segundo disse à imprensa Toshio Kusano, um porta-voz do organismo.

Segundo explicou, estas notificações são menos precisas do que os alertas que emite quando o terramoto é detetado em duas ou mais estações de medição sismográfica, e que na maioria dos casos acontece quando o sismo já está em curso.

O falso alarme deveu-se, provavelmente, ao "ruído elétrico" procedente do fundo oceânico, segundo um comunicado da agência.

O Japão está localizado no chamado Anel de Fogo, uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo, pelo que as infraestruturas estão desenhadas para aguentar o impacto dos tremores de terra.

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