Terrorista de Londres: "Era muito inteligente e muito bom a química"

Khalid Masood tinha 52 anos e já estivera preso pelo menos duas vezes

A imprensa britânica divulgou hoje a primeira imagem do autor do ataque de quarta-feira em Westminster, Londres. Na fotografia, Khalid Massoud surge de braços cruzados junto da equipa de futebol da escola quando participavam num torneio de solidariedade.

Kenton Till, um dos rapazes que surge na imagem, conta ao The Telegraph que Khalid era um bom jogador, um dos melhores da escola. Diz também que era muito popular, com grande personalidade e que todos gostavam dele.

Nesses tempos, Khalid Massoud chamava-se Adrian. Foi esse o nome que os pais lhe deram quando nasceu no dia de natal de 1964: Adrian Elms. Quando a mãe se voltou a casar, Adrian passou a usar o nome do padrasto e tornou-se Adrian Russell Ajao.

"Era muito inteligente e muito bom a química", lembra este antigo colega ao mesmo jornal, que adianta que terá sido depois da escolaridade que Adrian enveredou por outros caminhos, tendo, aos 19 anos, tido a primeira condenação.

O cadastro do atacante refere, segundo o The Sun, que em 1983 foi condenado por agressão violenta e posse de armas tendo cumprido três anos de prisão.

Em 2000, segundo relatou então o The Brighton Argus e agora o The Guardian lembrou, Adrian Elms, então com 35 anos, envolveu-se numa cena de pancadaria com um outro homem cortando-lhe o rosto de tal forma que este teve de levar 20 pontos. O caso estaria relacionado com questões raciais.

Terá sido na prisão que se aproximou de ideias extremistas, acabdo por ter-se convertido ao islão.

Documentos citados pelo The Sun indicam também que o agressor era professor de inglês, com experiência profissional na área da Educação na Arábia Saudita e na localidade inglesa de Luton.

A imprensa britânica avança que foi casado e tem três filhos. De uma maneira geral, por onde passou Adrian deixou boa impressão: era visto como uma pessoa simpática e atenciosa.

Nos últimos anos residia no condado de West Midlands, no centro de Inglaterra, mas viveu também em Londres e na cidade de Luton, na periferia da capital britânica.

Na quarta-feira, o atacante atropelou com o veículo que conduzia várias pessoas que se encontravam na ponte de Westminster, antes de fazer chocar o automóvel contra as grades do parlamento, em Londres.

Após a colisão, o homem saiu do carro e dirigindo-se à entrada do edifício do parlamento apunhalou o agente Keith Palmer e, quando se preparava para atacar um outro polícia, foi abatido a tiro pelas autoridades.

O balanço total de mortos aumentou para quatro porque na noite de quinta-feira morreu um homem de 75 anos, Leslie Rhodes, que se encontrava em estado muito grave, depois de ter sido atropelado.

Além deste e do polícia Keith Palmer, morreram no ataque uma mulher de origem espanhola casada com um português, Aysha Frade, 43 anos, e um turista norte-americano, Kurt Cochran, de 54 anos.

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