89 menores morreram a lutar pelo Estado Islâmico no último ano

Estudo sugere que o número de crianças usadas em operações da organização terrorista terá triplicado no último ano, em comparação com 2014.

Investigadores da Universidade da Geórgia têm analisado a campanha do EI nos últimos 13 meses. Os dados, publicados pelo Centro de Combate ao Terrorismo das forças militares norte-americanas, sugerem que, durante esse tempo, 89 crianças perderam a vida ao serviço da organização terrorista.

O relatório indica ainda que em 39% dos casos os jovens militantes morreram em ataques suicidas com carros-bomba e 33% em combate.

Embora o EI não tenha revelado dados pessoais dos jovens, os investigadores acreditam que 60% dos rapazes teriam entre 12 e 16 anos e que outros 6% estariam entre os 8 e 12 anos. Muitos deles, de origem síria, terão recebido formação neste país e morrido no Iraque.

"Temos quase a certeza que muitos mais perderam a vida. Isto é apenas o que o EI tem tornado público ao longo do ano", afirmou Charlie Winter, um dos coautores do estudo, num programa televisivo transmitido pela BBC 2. "Com a crescente pressão militar contra o Estado Islâmico, acredito que o número de crianças usadas nas suas operações venha a aumentar", acrescentou Winter.

Um dos mais jovens militantes, que teria entre 8 e 12 anos, morreu no mês passado num ataque suicida a um posto das forças rebeldes na província de Aleppo.

Entre os jovens combatentes, um pequeno número teria origem britânica, francesa e australiana.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG