Naufrágio no Mediterrâneo. 400 migrantes desaparecidos 

Presidente italiano chamou atenção para a necessidade de refletir perante "outra tragédia na qual parecem ter morrido centenas de pessoas"

Há cerca de 400 migrantes desaparecidos no Mediterrâneo, ao largo da costa do Egito, avança o jornal italiano Corriere della Sera, citando fontes da imprensa local e a BBC Arabic.

Apesar de a guarda-costeira italiana referir que desconhece pormenores do acidente, o presidente italiano Sergio Mattarella, falando esta segunda-feira em Roma numa cerimónia de entrega de prémios, chamou a atenção para a necessidade de refletir perante "outra tragédia no Mediterrâneo na qual parecem ter morrido centenas de pessoas". Segundo a agência Reuters, Mattarella não acrescentou qualquer pormenor sobre o naufrágio.

De acordo com a imprensa local, os meios de socorro intervieram de imediato quando foram alertados, mas apenas conseguiram salvar cerca de 30 migrantes dos 400 que atravessavam o mar em quatro embarcações. Grande parte dos desaparecidos serão de origem somali, mas a bordo viajavam também naturais da Etiópia e da Eritreia.

A BBC refere que um diplomata somali no Egito terá confirmado o naufrágio, que se tornou notícia nas redes sociais, devido às partilhas dos familiares dos migrantes que viajavam nas embarcações. Os sobreviventes terão sido levados para as ilhas gregas.

A guarda costeira italiana, que diz não ter tido conhecimento da notícia, indicou que foram salvos 108 migrantes e seis corpos recuperados de uma embarcação de borracha parcialmente submersa no domingo. Um segundo relatório das autoridades italianas deu conta de que 33 migrantes foram salvos durante a noite ao largo da costa siciliana.

O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Paolo Gentiloni, já confirmou que as autoridades italianas estão nesta altura a tentar obter mais informações sobre o sucedido.

Conforme assinala o Corriere della Sera, foi há exatamente um ano que aconteceu uma outra tragédia no Mediterrâneo: 800 pessoas morreram no Canal da Sicília, próximo da costa líbia."Fizemos muito, mas obviamente estamos ainda a fazer e a planificar outro tanto", disse ao jornal Federica Mogherini, a alta representante da União Europeia para a política externa.

Com Lusa

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