40% dos alemães quer demissão de Merkel

Sondagem hoje publicada revela grande insatisfação com a política de portas abertas da chanceler alemã.

A gestão que Angela Merkel tem feito da crise dos refugiados está a colocar em causa a sua permanência chanceler. Segundo uma sondagem ISNA para a revista alemã Focus, 40% dos inquiridos quer ver Merkel fora do governo por causa da política migratória adotada pelo governo.

A chanceler democrata-cristã acredita que a Alemanha tem capacidade para receber os 1,1 milhões de migrantes que entraram no país em 2015 mais os que estão para vir em 2016. Merkel começou, porém, a perder o apoio de uma parte da população e até dos seus aliados conservadores na sequência das agressões de caráter sexual protagonizadas por refugiados em várias partes da Alemanha. Os incidentes mais falados foram os de Colónia na Passagem de Ano.

A sondagem realizada pelo INSA junto de 2 047 cidadãos alemães, entre os dias 22 e 25 de janeiro, relevou, porém, que 45,2 % dos inquiridos não acredita que a política de portas abertas seja motivo suficiente para a chanceler alemã abandonar o cargo.

Com o aproximar das eleições legislativas de 2017, o grande teste, por agora, para a chanceler alemã, reside nas três eleições regionais de março nos estados federados de Bade-Vurtemberga, Renânia-Palatinado e Alta Saxónia.

Uma outra sondagem feita pelo mesmo instituto e publicada esta semana pelo jornal alemão Bild, coloca a Alternativa para a Alemanha (AfD), partido eurocético e anti-imigração, em terceiro lugar nas intenções de voto a nível federal. A AfD, nas legislativas de 2013 conquistou 4,7% dos sufrágios expressos e agora surge nas sondagens com agora 13% dos votos. O partido populista está presente em três parlamentos regionais e espera entrar noutros três nos escrutínios de março.

O apoio a Merkel ainda poderá ser restabelecido, no entanto a líder da CDU, que tem como irmã partidária a CSU da Baviera, tem que provar aos votantes que o seu governo consegue controlar a crise dos refugiados antes das legislativas.

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