13 acidentes. Avião que levava Chapecoense tem historial de tragédia

Equipa viajava num British Aerospace 146, modelo que deixou de ser produzido há 15 anos. Acidentes só com os aviões da empresa fizeram 200 mortos

O avião em que a equipa do Chapecoense viajava para a Colômbia era um British Aerospace 146 (ou BAE 146), modelo que deixou de ser produzido em 2001 e que esteve envolvido em 13 acidentes de aviação, dos quais resultaram pelo menos 200 mortos. A aeronave era da companhia aérea LAMIA (Línea Aérea Mérida Internacional de Aviación), especializada no transporte de equipas de futebol, segundo o El País.

A LAMIA tinha apenas dois aviões ao seu dispor: dois British Aerospace 146 - um de 16 e outro de 17 anos - com quatro reatores e capacidade para transportar até 90 passageiros. Ambos foram comprados em 2014, muito depois de a empresa ter deixado de produzir este modelo, que voa desde 1981.

O acidente mais grave que envolveu um BAE 146 aconteceu em 1987: um passageiro disparou contra a tripulação durante o voo e o avião acabou por despenhar-se. Morreram 43 pessoas.

Já a companhia aérea LAMIA nasceu em Mérida, na Venezuela, em 2009, mas desde 2014 que opera a partir da Bolívia. Nos últimos tempos, especializou-se no transporte de equipas de futebol na América do Sul, tendo servido equipas como o colombiano Atlético Nacional, que iria defrontar o Chapecoense na final da Taça Sul Americana, a seleção venezuelana e vários clubes da Bolívia ou Argentina.

Segundo o site oficial - que está indisponível esta terça-feira - a LAMIA Corporation tem como atividades principais a prestação de serviços aéreos comerciais, transportes aéreos não regulares de passageiros, correspondência e carga, tanto nacional quanto internacional, para instituições corporativas, particulares e governamentais e aeronáuticas, com a utilização de aviões e helicópteros de tipo e configuração aprovados pela autoridade aeronáutica da Bolívia".

Seguiam 81 pessoas a bordo do avião da LAMIA que se despenhou esta terça-feira na Colômbia, entre as quais os jogadores do Chapecoense, a equipa técnica e restante comitiva, e cerca de duas dezenas de jornalistas. Segundo as informações mais recentes, apenas seis pessoas sobreviveram e 75 perderam a vida.

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