EUA. Senado rejeita projetos de lei para acabar com 34 dias de shutdown

O Senado dos Estados Unidos rejeitou dois projetos de lei para terminar com a paralisação do governo.

Se os projetos tivessem sido aprovados, o governo começaria a funcionar a 8 de fevereiro. Nesta votação houve seis republicanos, incluindo o ex-candidato à Casa Branca e senador do Utah, Mitt Romney, que apoiaram as propostas dos democratas. Os 800 mil funcionários federais estão assim há 34 dias sem receberem ordenado, naquele que é o maior shutdown dos Estados Unidos, sem que haja um fim à vista para esta paralisação.

Ao invés, um democrata conservador apoiou a medida republicana que teria dado 5,7 biliões de dólares que o presidente Donald Trump quer para construir um muro na fronteira sul. Este projeto teria protegido temporariamente da deportação alguns residentes nos EUA, que entraram no país sem documentação, quando ainda eram crianças.

Antes de começar a votação dos projetos, Michael Bennet, democrata do Colorado, gritou com o republicano do Texas, Ted Cruz, acusando-o de derramar "lágrimas de crocodilo" por causa dos trabalhadores não-remunerados, já que apoia o plano do presidente americano para criar uma "barreira medieval" na fronteira do México.

A Associated Press fez uma pesquisa de opinião que demonstrou que a paralisação do governo está a ter um impacto negativo na popularidade de Donald Trump. Apenas 34% dos americanos ouvidos na pesquisa disseram apoiar o presidente americano, bastante abaixo dos 42% que o diziam no mês anterior. Só entre os eleitores republicanos é que Trump ainda consegue 80% de aprovação.

Mas será que esta queda de popularidade e as últimas dissidências no Senado bastam para o presidente mudar de ideias?

Trump orgulha-se de nunca admitir a derrota, mas tem dado sinais de que é capaz de inverter as suas posições. Foi o que aconteceu sobre a política de separação familiar na fronteira após protestos públicos Se neste caso do muro existir essa mudança, ela dar-se-á rapidamente, dizem os analista americanos.

Isto porque há uma forte pressão interna para acabar com a paralisação. Na passada quinta-feira, o ex-chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, e outros quatro ex-secretários de segurança interna escreveram aos legisladores e ao presidente pedindo que a agência fosse novamente financiada. Escreveram que é "inconcebível" que os funcionários do Departamento de Segurança Interna estejam a trabalhar sem remuneração em questões de segurança nacional. A carta dizia ainda que os funcionários públicos "não deveriam depender da generosidade caridosa dos outros para obter ajuda para alimentar as famílias e pagar as contas".

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