Ciclone já fez 68 mortos em Moçambique

Na Beira, há 55 vítimas mortais e, em Dondo, são 13. Nos dois municípios, há cerca de 1500 feridos, à passagem do Idai. Balanço é ainda preliminar: o acesso a zonas remotas continua complicado e mau tempo vai prolongar-se

O número de mortos em Moçambique, à passagem do ciclone Idai, já subiu para 68, na província de Sofala, de acordo com a edição online do jornal moçambicano O País. Na cidade da Beira, há 55 vítimas mortais e, em Dondo, são 13. Nos dois municípios, o jornal aponta para a existência de cerca de 1500 feridos.

O balanço é ainda preliminar: o acesso a zonas mais remotas continua a ser muito complicado e o mau tempo vai prolongar-se nos próximos dias. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia moçambicano, citado pelo jornal Verdade, preveem-se fortes e persistentes chuvadas (com mais de 150 milímetros em 24 horas), ventos com rajadas fortes até 60 quilómetros/hora e trovoadas severas, que se poderão prolongar até quinta-feira.

As cidades da Beira e Dondo têm estado sem energia, água e comunicações. Também a circulação está fortemente condicionada: há muitas árvores caídas nas ruas da Beira e militares das Forças de Defesa e Segurança foram mobilizados para a remoção destes obstáculos.

Na estrada nacional 6, no troço entre Tica e Nhamatanda, o piso cedeu às correntes fortes do rio Mutua que galgou as suas margens. Na descrição do jornalista de O País, as famílias que ali residem foram apanhadas de surpresa e subiram às árvores para escapar às cheias.

Na Beira, por exemplo, de quinta-feira a sábado foram adiados 32 funerais, previstos para os três cemitérios oficiais e outros privados da cidade.

Os efeitos da passagem da tempestade fazem-se sentir das formas mais inesperadas. Na Beira, por exemplo, de quinta-feira a sábado foram adiados 32 funerais, previstos para os três cemitérios oficiais e outros privados da cidade. Já as ligações aéreas da Beira com o resto do país, suspensas por três dias, foram retomadas este domingo.

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, interrompeu a visita de Estado que estava a fazer à Suazilândia, para se deslocar a Quelimane, província da Zambézia, e inteirar-se dos danos provocados pelo ciclone. O mau tempo vai continuar em todos os distritos das província de Sofala e Manica e em vários distritos das províncias de Tete (incluindo a cidade de Tete), Inhambane (incluindo Vilanculos) e Gaza, a norte de Maputo.

Destruição no Zimbabwe e Malawi

O rasto de destruição do Idai estende-se aos países vizinhos do Zimbabwe e Malawi. Um balanço do número de mortos nos três países, não atualizado, apontava para 150 mortos.

Dois alunos internos de uma escola estão entre as 31 pessoas que morreram no leste do Zimbabwe, noticiou a BBC. Os estudantes dormiam no dormitório da escola quando grandes pedras deslizaram de uma montanha e derrubaram uma parede da escola, confirmaram as autoridades.

Outras três pessoas estão desaparecidas, depois de um autocarro ter sido arrastado, quando o motorista do veículo tentou atravessar um rio inundado.

A tempestade tropical cortou a energia e as comunicações na província de Manicaland, ao longo da fronteira com Moçambique, onde 21 pessoas morreram.

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