Espanha está na final do Mundial 16 anos depois
A Espanha está na final do Mundial 2026, conseguindo chegar à decisão da prova 16 anos depois. Na altura, em 2010, a Roja seria campeã mundial pela primeira vez na história.
A vitória por 2-0 sobre a França construiu-se à base da solidez defensiva e da manutenção da posse de bola. O jogo começou da melhor maneira para a Roja, que aos 22 minutos se adiantou por Oyarzabal. O avançado conseguiu o quinto golo na competição após cobrar com acerto a grande penalidade. Um erro clamoroso de Digne, lateral francês, que sem perceber que tinha Lamal nas costas usou o corpo para evitar que o extremo do Barcelona seguisse para a baliza. Uma infantilidade aproveitada por um dos jogadores mais jovens do torneio.
A França sentiu o golo, raramente conseguiu os espaços que tem usado para, diabolicamente, fazer diferenças perante os adversários. Dembélé foi uma sombra, Mbappé, que estava em dúvida, pareceu sempre limitado fisicamente e Rodri, médio espanhol, tapou os caminhos. Nessa primeira parte, Fabian Ruiz teve nova chance dentro da área.
Mas não muito depois do arranque da segunda parte, a Espanha replicou a eficácia exemplar. Bela troca de bola no meio-campo, Olmo, entre os centrais, a isolar Pedro Porro para o lateral fazer o 2-0. Aos 58 minutos, o lateral do Tottenham, ex-jogador do Sporting, teve a desmarcação certa e apareceu frio, na cara de Maignan, para atirar para golo. Segundo do lateral espanhol nas eliminatórias do Mundial.
A equipa que arredou Portugal nos oitavos de final nunca esteve em problemas, acertara duas vezes na baliza e com golos associados e continuou a secar a campeã mundial de 2018. Mbappé, dentro da área, viu um remate cortado aos 67 minutos, o avançado atirou depois por cima um livre aos 87 e pouco mais os gauleses lograram. O maior sobressalto, já nos descontos, viu um remate de Dembélé ganhar altitude e desvanecer-se, tal como o sonho francês.
Nas bancadas cordialidade e aceitação. Nitidamente, os adeptos franceses aceitaram a derrota e reconheceram a superioridade espanhola num encontro trancado: apenas cinco remates enquadrados, o primeiro dos franceses já depois dos 65 minutos. Em dia de feriado nacional em França, houve amargura na primeira vez que a seleção esteve em desvantagem no Mundial. Passa a campeã europeia de 2024, a crescer na prova e coesa, tanto com bola como sem ela.
A Espanha consegue a desforra do Mundial 2006 e consolida tempos recentes de superioridade ante os bleus: em 2012 e 2024, anos de Europeu, a Roja já tinha batido a França. Agora, fica à espera do adversário da outra meia-final, entre Argentina e Inglaterra.
Com a eliminação de Mbappé (oito golos), o prémio de melhor artilheiro perde um dos maiores candidatos. Messi (8), Bellingham, Kane (6) e Oyarzabal (5) correm para suplantar o francês. Messi vai terminar, tudo indica, a competição como melhor goleador em Mundiais, porque Mbappé sai de cena, ficando a um golo do pecúlio até aqui alcançado pelo argentino.

